
Inicialmente com o nome de "Sick Skin" que mais tarde viria a mudar para "The Leech" com a saída do Baixista, Tobias. Sendo este o segundo nome para a banda, surgiu com o objectivo de criticar uma grande parte da sociedade que vive como uma sanguessuga (leech). A 27 de maio de 2011 Roberto Sousa sai da banda por motivos pessoais, ficando assim a banda com apenas 3 elementos por algum tempo. A mesma, a nível musical tem como objectivo fundir os seus gostos e influencias musicais para criar o seu "estilo", que é um Rock Alternativo, influenciado pelo Metal, Grunge, e o Rock dos anos 70 e 80."
Os Fail enumeram muitas referências importantes, que os influenciaram no seu processo criativo, tais como Pantera, Obituary , Carcass, Emperor, Amon Amarth, Hypocrisy , Deicide, Meshuggah, Periphery, e tantas outras bandas de culto Metal, que no seu todo, representam a sua essência musical. Eis mais uma prova de que o talento na Camacha é inato, e que na Madeira existem bandas com uma qualidade inquestionável há espera de uma merecida oportunidade.
Se imaginarmos uma fusão entre a “New Wave of British Heavy Metal” (N.W.O.B.H.M.) e o hardcore punk, poderíamos obter um novo conceito musical, conhecido por thrash metal (que se define por ser uma das variantes do metal mais pesada, com ritmos agressivos e rápidos, nos quais recorrem frequentemente a bombos duplos na bateria - como no speed metal -, onde as vozes variam entre sons rasgados até vocal gutural, com baixos pujantes e marcantes a servirem de apoio instrumental a uma lírica de protesto, normalmente carregada de frases de ordem, de destruição e caos). Esta tendência musical tornou-se de tal forma abrangente, que a Madeira (onde existe um núcleo duro de fãs deste género) não lhe foi indiferente, e serviu de palco para o aparecimento de algumas bandas importantes com este tipo de som, como é o caso dos Karnak Seti, que representam, no momento, o marco maior deste estilo, sendo a banda regional com maior projeção a nível nacional.
Os Karnak Seti iniciaram-se em 2001, e desde então, já passaram por algumas mudanças na sua formação, tendo inclusive, em 2008, recrutado para a bateria o Luís Barreto, exímio baterista auto-didacta, que começou por tocar em bandas com algum peso na Camacha, como os Perfect Sin e os Klinika. Foi já com o Luís na bateria que os Karnak Seti gravaram o seu álbum de estreia em 2009 “Scars of my Decay”.


"Europa" (Carlos Santana)
"Walking on the Moon" (The Police)
"Blaze of Glory" (Jon Bon Jovi)

A banda mostrou-se ao público pela primeira vez no programa da RTP, "Irreverência", no dia 16 de Maio, e no dia 23 de Maio tiveram a sua estreia ao vivo no "123 Friends Bar", durante o evento "Garage Inc." perante uma plateia àvida de novidades no âmbito do metal. As suas influências estiveram presentes nas covers que fizeram, homenageando bandas como os Metallica ou os Megadeath. Este é apenas o início de uma banda talentosa e ambiciosa, que os poderá catapultar para voos mais altos, reservando-lhes, para já, um lugar de destaque no seio do metal madeirense.
O Lino Ornelas iniciou-se como baterista em meados dos anos 80, em bandas de garagem que chegaram a ter um certo impacto no meio musical alternativo da Madeira, como os “Sucata” e “Monges do Tibet”. Numa região insular, onde a música encontrava grandes barreiras, que limitavam em muito a oferta e o mercado, tornando ainda mais difícil a uma banda crescer, estes grupos de garagem conseguiram, ainda assim, impor o seu nome e serem ouvidos. Porém, este foi apenas o início para um baterista em ascensão, pois, com um talento natural para a bateria e a percussão, o Lino entrou para os “A Outra Banda” (grupo de covers - que incluíam no seu repertório alguns temas originais -, que actuavam como banda de suporte do Café Relógio) e surpreendeu todos aqueles que o viram tocar no Art’ Camacha 88, com um solo de bateria extremamente virtuoso! Aqui demarca-se, inquestionavelmente, como um baterista de alto gabarito, versátil, e exímio, que usa as baquetas com grande destreza e perfeição. A partir daqui, seguiu-se um curso de bateria e percussão em Londres, na “Musician Academy”, durante dois anos. De regresso a Portugal, estabeleceu-se de “armas e bagagens” em Lisboa, fundando os “Porquinhos da Ilda”, tendo saído do projecto alguns anos depois, para formar, já na Madeira, os “Bluff”, com um dos actuais membros da banda regional "Cool Feel Band". Desta reunião nasceu uma demo (disponível nesta página). Desde os anos 90, até aos dias de hoje, o Lino deambulou por muitos outros agrupamentos, revelando a sua faceta camaleónica, pela capacidade de se adaptar, com perfeição, a diversas áreas musicais, desde a música tradicional até à pop ou ao rock. Passou por nomes como os “Puzzle” e os “Vinil”, estando neste momento a tocar com a banda do Casino da Madeira, “A Bandazinha”, e com os “C’Azoada”.
Destes amantes do Fado faziam parte: a Carmo “do Branquinho”, a Lúcia, o Egídio, o Adelino Silva "do Picheleiro”, o Adelino Góis e o Jaime. Costumavam cantar no adro da Igreja matriz da Camacha, e ainda se reúnem uma vez por ano. Finalmente, após uma vida inteira dedicada à música, a Tina grava o seu primeiro álbum, o culminar de um percurso de uma cantora de Fado, que toda a vida viveu para o divulgar. A voz que a Tina herdou da mãe, em forma de continuidade, ela transmitiu-a à sua filha (Catarina Velosa), sendo caso para dizer que o talento corre no sangue da família!Eagles 3
Egídio (guitarra), Sabino (bateria) e João Abel do "Asinha" (guitarra)
Tinha tido início a origem do rock nesta terra, curiosamente com o apoio eclesiástico que, através do padre Martinho (fervoroso apoiante de iniciativas musicais da paróquia) , solicitava e incentivava os jovens às lides da música. Os concertos eram sobretudo acústicos, ou semi-acústicos – amplificando os instrumentos com microfones e amplificadores -, devido às dificuldades em conseguir bom material para o concerto, causada pelas limitações impostas pela própria época. Apesar de efémeros – os Eagles 3 tiveram uma vida curta, mantendo-se na ribalta apenas entre 1968 e 1969, ano em que terminaram -, a semente do rock'n'roll estava lançada; a partir daqui, foi um crescendo e, até os dias de hoje, nunca mais pararam de aparecer projectos musicais.
Incógnitos
Entusiasmado pela oferta Lisboeta em venda de guitarras, um dia ao passear-se pela Rua do Carmo, nos antigos Armazéns do Chiado, o Egídio convenceu os outros elementos da banda a comprarem ali os seus instrumentos. Estava assim criado o primeiro grupo camachense com a formação clássica do rock: baixo, bateria e guitarra. Infelizmente um acontecimento trágico, causado pela morte violenta de João Abel num acidente de mota no túnel do Caniçal, viria ditar o fim prematuro da recém formada banda. 
O Gabriel (CRF, Rótulo Preto) é um músico irrequieto, que desde sempre tentou encontrar novas fontes sonoras, através da exploração de sons de vários instrumentos ou objectos. O Bébio é um músico que deu a sua criatividade a um grande número de projectos (Lavimpa, D-Tuned, Carol’s Broken Cables, Yume, Switch), sendo sempre a sua prestação mais comedida nos anteriores colectivos musicais por onde passou.
Juntos, extravasaram o seu lado mais experimental, e conseguiram criar uma performance feita de improvisos, onde combinam o ruído industrial (muito à maneira de uns Einstürzende Neubauten), com o minimalismo (por aqui paira no ar o fantasma do Brian Eno) e o experimentalismo. Apesar do aspecto “jam session” da sua actuação – e simultaneamente momento criativo e performativo –, existe uma linearidade musical e coerência estrutural não convencional, que desembocam numa lógica conceptual muito racional e objectiva (muito embora, certos momentos harmoniosos tenham por fundo um caos sonoro, ruidoso, e por vezes abstracto).
Poderá parecer estranho (surreal, diria eu) um concerto deste gabarito ter ocorrido na Camacha, mas isto prova, realmente, que existe uma maior abertura e predisposição desta terra para novas iniciativas e conceitos musicais. De louvar!