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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

TINA GONÇALVES

A Tina começou a cantar há 25 anos, numa Camacha muito rica culturalmente, mas de costas viradas, ainda, para o Fado, pois, era uma terra cujas tradições estavam mais inclinadas para o folclore. Foi por influência da mãe, a quem pediu uma letra de uma música, que a Tina descobriu o seu dom como fadista, e que começou a sua eterna paixão pelo Fado. Apesar de existir um certo preconceito relativamente ao facto de uma rapariga poder ficar até tarde cantando num restaurante ou taberna – locais de eleição dos fadistas –, e de o Fado não ser muito popular no seio do povo camacheiro (outros géneros musicais contribuíram muito para um certo desvanecimento do Fado), a Tina, determinada, dedicou-se de voz e alma a cantar, tendo sido assim, uma das primeiras fadistas a se apresentar em espectáculos na Camacha, e a desbravar o caminho para outros vocalistas vindouros.
Começou por cantar o “Fado Mouraria” da Amália e cedo tratou de arranjar público, pedindo, durante as suas saídas à noite, para cantar, emprestando a sua voz a temas de Alfredo Marceneiro, Lucília do Carmo ou Hermínia Silva. O seu primeiro palco foi o restaurante “Paraíso”, onde os guitarristas impressionados pela força vocal, a convidaram para cantar, tendo, assim, acabado por ficar um ano a trabalhar naquele espaço. A partir daqui, outros palcos se sucederam, tendo cantando por toda a Madeira e também ido até Londres e Jersey. Esteve presente no primeiro Art’Camacha (Camacha 88, que se realizou na Quinta da Camacha), marcando a presença do Fado entre o festival multicultural camacheiro. Em 1999, e sendo considerada já uma veterana dos palcos, a Tina resolve juntar um grupo de amigos, em género de “confraria” de fadistas, com o objectivo de ensaiarem juntos e de fazerem concertos. Destes amantes do Fado faziam parte: a Carmo “do Branquinho”, a Lúcia, o Egídio, o Adelino Silva "do Picheleiro”, o Adelino Góis e o Jaime. Costumavam cantar no adro da Igreja matriz da Camacha, e ainda se reúnem uma vez por ano. Finalmente, após uma vida inteira dedicada à música, a Tina grava o seu primeiro álbum, o culminar de um percurso de uma cantora de Fado, que toda a vida viveu para o divulgar. A voz que a Tina herdou da mãe, em forma de continuidade, ela transmitiu-a à sua filha (Catarina Velosa), sendo caso para dizer que o talento corre no sangue da família!

Fados Desesperos
1.Gente da minha terra
2.Bairro Alto
3.Fado da sina
4.Embuçado
5.Barco Negro
6.Canoa
7.Uma casa portuguesa
8.Lenda da fonte (Catarina Velosa)
9.Canção do mar (Catarina Velosa)




domingo, 30 de novembro de 2008

EAGLES 3

Eagles 3

Sabino (bateria), José "Navalha" (acordeão) e Egídio (guitarra).


Em 1968, quando os Beatles lançavam o polémico White Album e os Rolling Stones depediam-se do psicadelismo com o regresso aos Blues em The Beggars Banquet, por cá, em Portugal, os Quarteto 1111 "davam cartas", e a nível regional, os Conjunto Académico João Paulo eram uma referência com projecção a nível nacional. É neste contexto musical, a nível global, que os Camacheiros se estreiam nas lides do pop rock com a banda pioneira denominada “Eagles 3”.

Eagles 3

Egídio (guitarra), Sabino (bateria) e João Abel do "Asinha" (guitarra)

Tinha tido início a origem do rock nesta terra, curiosamente com o apoio eclesiástico que, através do padre Martinho (fervoroso apoiante de iniciativas musicais da paróquia) , solicitava e incentivava os jovens às lides da música. Os concertos eram sobretudo acústicos, ou semi-acústicos – amplificando os instrumentos com microfones e amplificadores -, devido às dificuldades em conseguir bom material para o concerto, causada pelas limitações impostas pela própria época. Apesar de efémeros – os Eagles 3 tiveram uma vida curta, mantendo-se na ribalta apenas entre 1968 e 1969, ano em que terminaram -, a semente do rock'n'roll estava lançada; a partir daqui, foi um crescendo e, até os dias de hoje, nunca mais pararam de aparecer projectos musicais.

Breve história das primeiras bandas camachenses
nas palavras de Egídio (Agosto de 2008)



EAGLES 3 (1968/1969)
Egídio (Incógnitos, The Pop Kings, Arte & Som) - Guitarra
Filipe Lucas - Guitarra
Sabino Santos - Bateria

THE POP KINGS

The Pop Kings
(Da esquerda para a direita: Egídio,
Jorge Valentim, Anastácio do "Porfírio" e Tiago)


Depois das suas experiências como membro fundador das duas bandas pioneiras pop/rock da Camacha (Eagles 3 e Incógnitos), o Egídio voltou novamente a formar outro colectivo musical, tendo nesta incarnação o Tiago substituído o malogrado baixista dos Incógnitos (João Abel do "Asinha") e o Rogério de “José Navalha” cedido as Baquetas ao Anastácio do "Porfírio" e a banda passou a se chamar “The Pop Kings”: o rei tinha sido coroado e o trono do rock Camacheiro estava agora ocupado. O repertório da banda ia desde The Beatles a The Rolling Stones, passando pelos Wallace Collection. Após três anos a divulgarem a pop britânica ou o blues branco americano dos anos 60 na Camacha, os “The Pop Kings” cessaram as suas actividades em 1975, mas o Pop Rock nesta aldeia serrana ainda agora estava a dar os seu primeiros passos…!


Breve história das primeiras bandas camachenses
nas palavras de Egídio (Agosto de 2008)

THE POP KINGS (1972/1975)
Egído (Eagles 3, Incógnitos, Arte & Som) - Guitarra
Jorge Valentim (Incógnitos, Arte & Som, Gente Louca) - Guitarra
Tiago - Baixo
Anastácio do "Porfírio" - Bateria

INCÓGNITOS

Incógnitos
(Da esquerda para a direita: Rogério de “José Navalha”,
Egídio, Jorge Valentim e João Abel do "Asinha")


Após o fim dos Eagles 3 - em parte devido à saída do Sabino (baterista dos Eagles 3) para o Ultramar -, não tardou muito, e o espírito irrequieto e entusiasmado do Egídio levou-o a formar, em 1972, outra banda, à qual chamou de Incógnitos, chamando o João Abel do “Asinha” para ocupar a função de baixista, o Jorge Valentim para guitarrista e o Rogério de “José Navalha” para baterista.
Entusiasmado pela oferta Lisboeta em venda de guitarras, um dia ao passear-se pela Rua do Carmo, nos antigos Armazéns do Chiado, o Egídio convenceu os outros elementos da banda a comprarem ali os seus instrumentos. Estava assim criado o primeiro grupo camachense com a formação clássica do rock: baixo, bateria e guitarra. Infelizmente um acontecimento trágico, causado pela morte violenta de João Abel num acidente de mota no túnel do Caniçal, viria ditar o fim prematuro da recém formada banda.









Breve história das primeiras bandas camachenses
nas palavras de Egídio (Agosto de 2008)



INCÓGNITOS (1972)
Egídio (Eagles 3, The Pop Kings, Arte & Som) - Guitarra
Rogério de "José Navalha" - Bateria
Jorge Valentim (The Pop Kings, Arte & Som, Gente Louca) - Guitarra
João Abel do "Asinha" - Baixo

terça-feira, 11 de novembro de 2008

GABRIEL FREITAS & BÉBIO AMARO


O Gabriel (CRF, Rótulo Preto) é um músico irrequieto, que desde sempre tentou encontrar novas fontes sonoras, através da exploração de sons de vários instrumentos ou objectos. O Bébio é um músico que deu a sua criatividade a um grande número de projectos (Lavimpa, D-Tuned, Carol’s Broken Cables, Yume, Switch), sendo sempre a sua prestação mais comedida nos anteriores colectivos musicais por onde passou.
Juntos, extravasaram o seu lado mais experimental, e conseguiram criar uma performance feita de improvisos, onde combinam o ruído industrial (muito à maneira de uns Einstürzende Neubauten), com o minimalismo (por aqui paira no ar o fantasma do Brian Eno) e o experimentalismo. Apesar do aspecto “jam session” da sua actuação – e simultaneamente momento criativo e performativo –, existe uma linearidade musical e coerência estrutural não convencional, que desembocam numa lógica conceptual muito racional e objectiva (muito embora, certos momentos harmoniosos tenham por fundo um caos sonoro, ruidoso, e por vezes abstracto).
Poderá parecer estranho (surreal, diria eu) um concerto deste gabarito ter ocorrido na Camacha, mas isto prova, realmente, que existe uma maior abertura e predisposição desta terra para novas iniciativas e conceitos musicais. De louvar!









quinta-feira, 6 de novembro de 2008

CATARINA VELOSA

Costuma-se dizer que filho de peixe sabe nadar e, no caso da Catarina Velosa, mantém-se a regra. Criada por uma mãe cantora de fado (Tina Gonçalves), tendo crescido a ouvir música, e a seguir os passos da mãe (que canta o fado com alma, dentro e fora de palco), a Catarina, ainda muito nova, mas com um enorme potencial vocal inato (dir-se-ia que “quem sai aos seus, não degenera”), desenvolveu em si um talento muito grande para cantar. Ainda uma iniciante nas andanças da música, tendo apenas conquistado um prémio num concurso de karaoke, no antigo “Covers” (Funchal), ela é, de facto, dona de uma voz muito forte, que poderá lhe garantir um percurso promissor no meio musical. De destacar estas duas versões em vídeo (um tema da Mariza e outro da Dulce Pontes), onde a voz, no tema da Dulce Pontes (“Fado”), consegue suplantar até a versão original (dos raros casos em que a imitação é melhor que o original). A Catarina tem uma voz que a pode garantir voos mais altos, esperemos que aproveite e desenvolva esse seu dom, e consiga melhorar a grande cantora que já existe dentro de si.




Cover de "Fado" (Dulce Pontes)


Cover de "Chuva" (Mariza)




terça-feira, 7 de outubro de 2008

QUANTUM THEORY


Nu metal (às vezes conhecido também por New Metal) foi um género que teve início em meados dos anos 90, e que funde influências que vão desde o grunge ao metal, com música funk, hip hop, e ainda outros sub-géneros do heavy metal, como o groove metal ou metal industrial. Bandas como os Linkin Park, Korn, ou Deftones, renovaram o som já gasto do metal, reinventando-o e conquistando uma série de novos fãs, com uma sonoridade nova e contagiante. Os Quantum Theory não foram alheios a esta nova tendência, e exploraram-na ainda mais, conferindo-lhe alguns pormenores inovadores, vestindo-a com uma nova roupagem sonora, utilizando elementos estranhos ao metal, tal como o DJing, baixos mais melódicos e uma voz menos agressiva. Apesar destas subtilezas, a sua identidade New Metal não foi descaracterizada, pois, as guitarras poderosas, aliadas á lírica negra, gore, e pesada (como em “Bleeding”, Parasite” ou “Slave”) estão lá reunidas, assegurando uma costela Nu Metal Camacheira! A banda iniciou-se em 2002, juntando elementos dos Face e dos Sob Escuta, e teve um único concerto em 2004, no Art’Camacha.


Formação:
Ricardo Caldeira (Sob Escuta, Yume) - Bateria
Pedro Caldeira (Face, Lights Of Nightmares) - Voz
Adérito - Guitarra
Graciano Caldeira (Face) - Baixo de 6 cordas - (Myspace)
Marco santos (aka Msnigga) - DJ



domingo, 5 de outubro de 2008

FACE


Em 2002 apareceram os Face, uma banda pop teen, naïf, com melodias viciantes e ingénuas, mas que apesar da simplicidade conceptual, espontânea, exprimem-se através de uma vertente lírica carregada e pesada, própria dos existencialismos adolescentes, com letras profundas e marcantes, como em “Where Are You Truth” ou em “Very Hard to Understand”. Existe uma simbiose perfeita entre a voz da Filipa Góis e a do Pedro Caldeira, que se interligam, sustentando-se mutuamente em harmonias ondeantes. Com uma base puramente pop, de guitarras acústicas, combinadas com a guitarra eléctrica do Graciano Caldeira (que aqui, neste projecto, dava os seus primeiros passos como músico) e uma secção rítmica simples e directa, os Face marcaram um lugar na Camacha (embora tenham tido uma existência efémera) pela sua música de carácter pop e leve - muito próximos de uns Silence 4 -, e pela forma como abordam a realidade juvenil, com canções sérias e muito descritivas daquilo que é o universo adolescente, embora num formato muito acessível e melódico.
Formação:


Pedro Caldeira (Quantum Theory, Lights Of Nightmares) - Voz
Filipa Góis - Voz
Sílvio Barbosa - Bateria
Élvio Correia - Baixo
Richard Matos - Guitarra acústica
Graciano Caldeira (Quantum Theory) - Guitarra eléctrica - (Myspace)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

GRACIANO CALDEIRA




O Graciano Caldeira iniciou-se nas lides da música com a sua primeira banda pop, os “Face" em 2002, a partir daqui, foi uma evolução imparável, alternando o percurso da sua carreira como músico, por direcções tão vastas, como o projecto denominado "Quantum Theory" (uma banda com uma sonoridade próxima do New Metal) e outras explorações musicais, completamente antagónicas desta, como o seu investimento na viola de fado aos 16 anos. Sendo um músico muito volúvel, facilmente se adaptou a vários instrumentos (embora sendo a guitarra o seu instrumento de eleição), tornando-se um multi-intrumentista versátil, característica esta que lhe é uma mais valia no agrupamento Banda D’Além, grupo no qual toca todo o tipo de instrumentos tradicionais e guitarra. Em 2005 entrou para o curso de jazz, tendo-o já finalizado. Nesta área destacou-se no festival de jazz nacional, no teatro S. Luís, sendo considerado o melhor instrumentista do festival, tendo sido este o melhor reconhecimento do seu trabalho como músico. Em 2008 formou um quarteto de jazz (juntamente com o Ricardo Dias no contrabaixo, o Rafael Andrade no Trompete e o Rose Pereira na bateria), com o qual fez uma série de concertos no Verão do mesmo ano. O Graciano é um músico profissional irrequieto, estando sempre á procura de novas oportunidades na música que o levem a novos patamares.





Interpretação de "Bright Size of Life", de Pat Metheny,
na 6ª festa do Jazz XV, no Teatro S. Luíz



quarta-feira, 24 de setembro de 2008

SOB ESCUTA




Os Sob Escuta iniciaram-se nos palcos em 1996, a tocarem covers de outras bandas, de forma escorreita e fiel às originais, demonstrando a grande capacidade de adaptação dos músicos às mais variadas vertentes e fórmulas musicais heterogéneas. Esta volatilidade, variação de adequação a diferentes formatos conceptuais sonoros - uma harmonização de várias identidades dissemelhantes da música, que se reflecte em concertos consistentes e coerentes, como se todos os temas e bandas de eleição do grupo, para fazerem versões, fossem a mesma -, foi apanágio dos Sob Escuta desde sempre. Após algum tempo de existência, os originais não tardaram a aparecer - os primeiros temas foram criados já em 1996, sendo que um deles (“Voar”) tornou-se uma espécie de hino do grupo, sendo sempre tocado ao vivo em todos os concertos -, e a versatilidade do colectivo na interpretação de temas de vários géneros diferentes, reflectiu-se no resultado final das suas composições, vagueando algures entre a pop e o rock, por vezes fazendo lembrar bandas luso, do boom do rock português dos anos 80, porém, com sons menos datados, mais actuais e inovadores.

Formação:
HELDER BAPTISTA - Voz, guitarra acústica
TO ZÉ GONÇALVES - Guitarra, voz
JOÃO GOIS - Teclas e groove box
ANTÓNIO BRANCO - Viola baixo, violino
RICARDO BAPTISTA (Yume, Quantum Theory) - Bateria






segunda-feira, 8 de setembro de 2008

NEGATIVE RULE



Em finais dos anos 80 e inícios de 90, assistia-se à ascensão do Techno e da Britpop, mas uma outra vaga musical apareceu, vinda de Seattle, qual lufada de ar fresco, a representar o inconformismo teenager: o Grunge. Como porta-estandarte de uma geração rebelde, e que se revertia quer em mudanças sociais como musicais, muito associado à Geração X, esta tendência era um híbrido de outros géneros musicais: uma miscelânea que juntava no mesmo pote, estilhaços de hardcore punk, metal, rock alternativo e até pop!
Tendo como ícone máximo representante deste movimento, a figura messiânica de Kurt Cobain, que qual Cristo decadente e depressivo, seria o personagem central, e inquestionavelmente, mais importante do Grunge, onde figuravam outras bandas que igualmente “cheiravam ao mesmo espírito adolescente”: Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden, etc. O declínio desta tendência musical poderia ter tido início com a morte do líder dos Nirvana, que assim se tornava em mais um do clube dos 27 e em mais um mártir do Rock, mas é verdade é que, vez após vez, temos assistido a um ressurgimento deste estilo por todo o lado, e desta feita, aqui na Camacha, os Negative Rule são os mais novos músicos a lhe dar continuidade e vida. Ainda assim, seria muito limitativo falar-se dos Negative Rule como uma banda meramente Grunge, pois eles conseguem tanto deambular pelo som de Seattle, como se imiscuir em sonoridades punk mais despidas, rudes e simples (como é exemplo a versão extraordinária, e muito fiel à original, que fizeram para um tema dos Ramones). Nascidos em 2003, os Negative Rule contém em si todo o espírito rebelde e revolucionário que caracterizaram quer o Punk, quer o Grunge, e que se reverte em ambas as formas, lírica e sonora, que podemos ouvir em temas mais politizados como “Politics”, ou em temas que se debrucem sobre temáticas marginais, onde dissertam sobre a exclusão social, como “Ovelha Negra”. As guitarras que dominam toda a sonoridade compacta da banda, com baixos pulsantes, vozes fortes (por vezes muito graves, que tanto se alternam versatilmente em gritos de ordem, como em contornos melodiosos), guitarras a disparar distorção para todos os cantos, com solos subtis (ou quase inexistentes) e uma bateria vigorosa, que compõem o esqueleto das canções, definem a essência grupo. Uma revolução prestes a começar, desta vez, na Camacha! “Here we are now, entertain us”.



Formação (2003/09):Filipe - Voz e guitarra
Sniper - Guitarra
Tom - Baixo
Valério - Bateria






"Ovelha Negra" (videoclip)


"Why don't you make me happy"
Ao vivo na RTP Madeira

*** // ***

*2009
2009 foi um ano de mudanças para os Negative Rule, que tiveram de recrutar um novo guitarrista para ocupar o lugar deixado livre pelo Sniper. O Divo Freitas tomou conta das guitarras, integrando-se na perfeição à sonoridade grunge que a banda adoptou desde início, tocando os temas antigos, mas marcando já o seu cunho na banda, com algumas músicas novas, nas quais são visíveis as diferenças entre os guitarristas. Iniciaram o concerto no Art’Camacha de forma nobre e louvável, fazendo uma doação à fundação Cecília Zino (uma instituição de solidariedade social, que se dedica a receber crianças desfavorecidas do sexo feminino), mostrando quão importante é dar o apoio a quem precisa. Um exemplo a seguir. Parabéns!









Os Negative Rule devem de ter concluído que em equipa que ganha não se mexe, pois ainda no mesmo ano de 2009, voltam a mudar o guitarrista, regressando à sua formação original, voltando o Sniper a integrar as fileiras da banda novamente, como se diz em ordem unida na tropa, quando mudamos para o movimento anterior: “primeira forma”! Ainda ontem via um excelente documentário sobre guitarras no rock (“It Might Get Loud”), com os míticos guitarristas, Jimmy Page, The Edge e Jack White, no qual o Jimmy Page se refere a ele próprio, ao Robert Plant, ao John Paul Jones e ao John Bonham, como quatro elementos, que juntos compõem um quinto elemento (os Led Zeppelin), se calhar, são definitivamente estes quatro elementos (Filipe, Sniper, Tom e Valério) que compõem na perfeição o seu quinto elemento: os Negative Rule! Bom regresso às origens!



ART' CAMACHA 2010



Na noite rock do Art’Camacha 2010 os Negative Rule deram um concerto memorável. Mantêm-se inalteráveis, fiéis ao som de Seattle, aliado a uma postura punk muito devedora aos Ramones, aos quais prestaram um tributo tocando uma cover de um dos seus temas. Outro tema alvo de uma versão por parte da banda foi o “Jesus Doesn't Want Me for a Sunbeam” dos The Vaselines, que aqui foi interpretado num formato rock, mais eléctrico e acelerado, com um ritmo pujante, contrastando com a delicadeza pop do tema original, embora respeitando sempre a melodia. O Rudolfo Sousa, vocalista dos On Mute, subiu ao palco como convidado, para interpretar o já considerado clássico da banda, "Ovelha Negra". Outra das surpresas foi as músicas novas, onde a genialidade criativa da banda se comprova novamente, com ambas as guitarras em perfeita consonância, a linhas de baixo sempre vigorosas sustentadas pela bateria forte e virtuosa. Foi um concerto vibrante com uma banda entusiasmante e enérgica! Com bandas destas, é urgente a criação de um festival rock na Camacha! Grande concerto!





"Ovelha Negra" (feat. Rudolfo Sousa dos On Mute)





quarta-feira, 3 de setembro de 2008

SWITCH


Os Switch formaram-se em 1997, por colegas de carteira da Francisco Franco (antigos compinchas do badmington e amigos de longa data da Camacha). Esta banda passou por diversas metamorfoses desde os seus primeiros dias até agora; no início contavam com o Bébio Amaro no baixo e o Ricardo Sousa na braguinha , pandeireta e harmónica. Tiveram duas presenças alternadas de vocalistas: a Marina Freitas (cuja saída prematura antecedeu a primeira actuação), que veio deixar o lugar vago para a Carina Ferreirinha. Nesta fase, a banda chegou a alcançar o 3º lugar do Antena 3 Rock 2000. Após esta conquista, dá-se uma nova reestruturação, com a ida do Bébio para a faculdade em Lisboa, tendo a banda ficado reduzida ao Evandro Amaro, a assegurar as funções de guitarrista e de vocalista, o Ricardo Sousa que passou a exercer o cargo de baixista, e o Afonso Freitas na bateria. Esta formação manteve-se em actividade até 2002, ano que cessaram os concertos, mantendo-se “num estado de suspensão anímica, à espera que uma qualquer eventualidade proporcione as condições para aplicar vivências” (Evandro dixit). As sonoridades que dominam, alternam-se entre uma pop melódica e um rock sónico; por vezes de texturas cruas, sem grandes desenhos rítmicos, directos e crus, (como podemos notar em “Crash”), e outras vezes de uma leveza pop, onde casam, com eficácia, a braguinha e a harmónica, com uma base típica do rock, sustentada pelo baixo, bateria e guitarra (“Será”). Os Switch fazem-se valer de diversas singularidades musicais diferentes, onde fragmentos de ambiências heterogéneas compõem um alinhamento eclético, no qual resgatam ecos cavernosos e góticos para “The Time Has Come” , embalam com harmonias frágeis, canções adornadas a harmónica e braguinha, ou descambam para um rock robusto e carregado de pujança, como se quisessem partir tudo á sua frente. Eis uma banda versátil e inclassificável, que tanto poderíamos colocar na mesma prateleira que os The Jesus & Mary Chain como na mesma estante ao lado dos The Magnetic Fields.


Formação:
Marina Freitas - Voz
Carina Ferreirinha - Voz
Evandro Amaro (Carol's Broken Cables, Aboutowake, Yume) - Guitarra e Voz
Ricardo Sousa - Baixo, Braguinha, Pandeireta e Harmonica
Afonso Freitas - bateria




quinta-feira, 28 de agosto de 2008

JOÃO GÓIS vs TCHAKARE KANYEMBE

Costumava passar horas a falar de música com o João (aka João do Mêmo ou João do Trompete) no “centro cultural marginal da Camacha”: o Casimiro. O João é uma pessoa com formação musical – tendo traçado o seu percurso no conservatório, culminando com o curso de jazz da ESMAE - e com uma paixão ímpar pela música; é uma pessoa extremamente eclética e com uma visão muito abrangente em tudo em que diz respeito ao universo musical. Nas nossas tertúlias habituais ao fim de semana, encaixávamos numa mesma conversa, focos tão díspares, que iam desde Messiaen a Bowie, de Miles Davis a Leonard Cohen. Esta heterogeneidade de valores reflectia-se não só nas suas preferências musicais, como na sua capacidade interpretativa do trompete e, na sequência desta elasticidade e capacidade de adaptação a conceitos sonoros diferentes, o João percorreu conceitos musicais muito dissemelhantes uns dos outros, que vão desde o recital, apresentado no seu fim de curso, até ao projecto Tchakare Kanyembe. Para o recital, fez um arranjo de um prelúdio para piano, de uma obra com mais de 100 anos, de Debussy ("Reverie"); fez temas originais em conjunto com a Rita Martins (uma colaboração perfeita entre a melodia, a cargo da Rita, e a harmonia, da autoria do João), dos quais resultaram “Chama Rita”, e um tema dedicado a Kenny Wheeler, oportunamente denominado “For Wheeler”, num estilo que deambula pela técnica do músico e que foi inspirado na suite “Large And Small Ensemble”. É extraordinária a versão de um tema de Seamus Blake, “Badlands”, que representa uma estética nova do jazz, levada a cabo por músicos como Kurt Rosenwinkel e o próprio Seamus Blake.


 
Os Tchakare Kanyembe, projecto que esteve ás portas de concluir o seu álbum de estreia, tendo sido abortadas as gravações devido à saída do vocalista (Simonal), debruçava-se sobre música de raízes negras, que iam desde o funk, ao jazz até à chamada Yoruba Music (música de origem nigeriana), fundindo-se num estilo a que comummente se designa por afrobeat. São um colectivo de corpo presente no Porto, com um pé na Camacha e a alma em África, e praticam um groove rítmico hipnotizante e viciante, sustentados por uma secção de metais poderosa e de grande versatilidade, com o vocalista e dirigir toda esta panóplia de sons com uma voz de sotaque oriundo de países africanos, como se estivesse a dançar numa mesma roda que o Fela Kuti. Teria sido uma das grandes revelações nacionais deste ano, se o lançamento do álbum se tivesse concretizado. Entretanto, o grupo reformulou-se, tendo o João saído do projecto quase em simultâneo com o vocalista. A banda continua “na estrada”, esperemos que um dia chegue o tão adiado lançamento discográfico.


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

VENTOS CRUZADOS

O José Manuel, que desde sempre se dedicou ao saxofone, tem já um currículo extenso - que passa pela sua formação no conservatório da Madeira, onde fez também um curso de jazz com professores do Hot Club -, com inúmeras participações em várias iniciativas musicais, desde projectos de conservatório, à banda da Camacha, até ao memorável concerto de jazz no Art’Camacha 2000.



Desta feita, o José Manuel resolveu juntar o saxofone à secção de metais de um novo grupo, do qual nasceram os Ventos Cruzados. Esta banda, que combina um leque variado e rico de instrumentos, quase uma Big Band típica do swing, apesar da diversidade de elementos que a compõem, e de percorrerem os caminhos do jazz, não se limitam a isso, fundem-se algures entre o universo jazzistico e outras tendências, como a soul ou o R&B. Reclamando para si o direito fusionista, à boa maneira de um Chick Corea, ou fazendo lembrar o espírito híbrido de “Bitches Brew” do Miles Davis, os Ventos Cruzados tanto são excelentes intérpretes do próprio Chick Corea, como se adaptam na perfeição à jazzy soul fatalista da Amy Winehouse – onde a Catarina prova as suas fortes capacidades vocais.




A versatilidade da banda permite-lhes uma adaptação perfeita a composições musicais tecnicamente evoluídas, que podem ser de áreas completamente distintas, mostrando a sua maleabilidade interpretativa. Tendo se iniciado em 2007, os Ventos Cruzados tiveram até agora apenas 2 actuações (Fórum de Machico e Art’Camacha 2008), mas foi o suficiente para que não passassem indiferentes ao público, que os recebeu de forma entusiástica. Não se limitando a covers, este colectivo tem também músicas originais, sendo a composição da autoria do teclista, o Nelson Spínola. Esperemos que a "ventania" tenha apenas começado a soprar, e que bons ventos os elevem mais alto.


Formação:

Catarina - Voz
José manuel - Saxofone
Sílvio Spínola - Trompete
Hugo - Trombone
António - Baixo
Nelson Spínola - Teclas
Johnny - Baterista
Sandro - Guitarra





Ventos Cruzados no Art' Camacha 2008

FORGOTTEN ROADS

FORGOTTEN ROADS




*2007


Durante a apresentação da banda, no concerto do Art’ Camacha 2008, o João Paulo (baixista e vocalista) responde ao apresentador de serviço (Evandro), entre as várias perguntas sobre os Forgotten Roads: “o que interessa é a música”. Eis, de facto, explicado da forma mais sintética e objectiva, o que deveria ser o cerne da vida de um músico! Eles estavam ali pela música e fizeram jus às suas palavras: foi um concerto de estreia memorável! Juntaram-se em 2007 criando temas rock, com características que vão desde o rock americano - (uma certa áurea herdada do Jim Morrison), com fortes influências do Blues negro, parecendo invocar ícones míticos como o Robert Johnson, o Lonnie Johnson, ou o Son House -, até ao psicadelismo britânico de finais dos anos 60, criando algumas ambiências atmosféricas, ainda que subtis, que remetem para os Pink Floyd de “A Saucerful of Secrets” (não terá sido à toa que fizeram uma versão, muito fiel, de “Set the Controls For The Heart of The Sun”, lamentavelmente excluída do alinhamento da sua estreia em palco).

Convergindo pólos musicais tão longínquos quanto dispares, dos dois lados do Atlântico, estas “estradas esquecidas” tanto percorrem os desertos poeirentos americanos, como circulam entre a pop psicadélica londrina. A voz forte e grave, que em alguns momentos não se coíbe de alcançar níveis mais agudos, em falsete, os baixos minimalistas e pulsantes, em perfeita união com a bateria forte e pujante, e as guitarras, ora ásperas e dominantes, ora ténues e penetrantes, em gesto de adorno, formam um uno indivisível, coeso, melódico e harmonioso, sem que nenhum instrumento se destaque ou se dê a protagonismos. Esta banda poderia ter aparecido na década de 60, como agora, nos Estados Unidos, como em Inglaterra, ou … na Camacha, que soa sempre a algo intemporal e universal! Bem hajam!









Forgotten Roads no Art'Camacha 2008



*2008



Um ano após a sua formação, os Forgotten Roads convidaram um novo guitarrista a integrar o colectivo. Em 2008, meses depois da sua estreia no Art’Camacha desse ano (ainda com o grupo reduzido a três), o Higino veio assegurar a função de 2º guitarrista, conferindo uma sonoridade mais compacta e preenchida à banda, onde, por vezes, as guitarras se sustentam mutuamente, ora com texturas rítmicas a servir de base a solos mais ou menos contidos e melódicos, ora em harmonias dialogantes, sempre com o blues a ombrear com o rock predominante. Uma redefinição na configuração da banda que se veio a revelar muito importante na renovação e reinvenção do seu som. Venham os concertos.



*Art'Camacha 2009

Os Forgotten Roads voltaram a marcar presença no Art’Camacha 2009, com a banda cada vez mais virada para o “psicadelismo floydiano” de finais de 60 – tendo, inclusive, prestado homenagem aos Pink Floyd, fazendo uma cover de “Set the controls for the heart of the Sun” -, criando ambiências soturnas e sombrias, porém psicadélicas, de linhas melódicas alucinogénias, que funcionam como que uma continuidade expansiva da mente, do sonho. O psicadelismo teve o seu apogeu em finais dos anos 60, mas foi resgatado agora pelos Forgotten Roads, numa excelente actuação em que renovam um género que parecia datado, recuperando-o e dando-lhe um lugar na actualidade. Para este concerto vieram munidos de instrumentos rítmicos criados pelo próprio baterista, o que lhes garante uma construção musical invulgar no seio do rock actual. A provar que por estas estradas ainda se circula, que não estão esquecidas! Bem hajam!



"Set the controls for the heart of the sun"






*ART' CAMACHA 2010


Devido à ausência do baterista no Art’Camacha 2010, os Forgotten Roads reinventaram-se para este concerto, apresentando-se num formato acústico, onde uma pop melódica deu lugar à aridez blues e rock, ou às experimentações psicadélicas, com que nos tinham habituado até hoje. As excepções foram para os temas em que o Higino tocou sintetizador, tecendo harmonias electrónicas vintage, em género de adorno aos diálogos das guitarras acústicas, ou em que o João Paulo se sentou na bateria, de postura subtilmente irónica, e tocou e cantou, de forma menos arty do que o habitual. Foi uma formação totalmente temporária, uma alternativa à ausência do Danny, mas muito bem sucedida e eficaz, traduzida num concerto extraordinário!












João Paulo - Voz, baixo e sintetizador
David Atouguia (Perfect Sin) - Guitarra
Higino - Guitarra
Danny - Bateria



* CONCERTO NA FNAC:







*Festival "MOON". Cover de "Eden" (CRF):


domingo, 10 de agosto de 2008

D-TUNED





*Galeria de imagens


"Um grupo de amigos que no período compreendido entre 1997 e 2000, marcaram a diferença no estagnado meio musical madeirense, com uma atitude agressiva, dentro do punk dos "Sex Pistols". A sua irreverência chegou ao ponto da criação de um estilo próprio denominado por "punk pimba" no célebre tema, "Camones".
Marcaram a sua estreia “oficial”, num concerto no “Idem Aspas”, na Camacha, e daí enveredaram num percurso que passou pelo “Amazónia Bar”, escola Francisco Franco e o Ant3na Rock 1999. O fim da banda em 2000 assinalou o surgimento de muitos outros projectos, de entre os quais, “Videoshop” e “Carol's Broken Cables”. "


Ricardo Andrade







Formação:

Bébio Amaro (Carol's Broken Cables, Yume, Lavimpa) - guitarra e voz
Ricardo Andrade (
Carol's Broken Cables, Yume, Sora Temple) - guitarra
Pedro Pestana - baixo
António Santa Clara - bateria

PERFECT SIN

Com uma durabilidade muito curta (2000 a 2001), os Perfect Sin existiram durante o tempo suficiente para marcar o rock da Camacha, pelas suas características únicas. Indefinível é a forma como consigo descrevê-los, visto serem uma banda que funde vários géneros musicais - desde o rock ao metal (nas suas múltiplas variantes, como o thrash metal ou o speed metal), incluindo elementos na música algo insólitos e incomuns, como a utilização de uma flauta que, ao contrário da incongruência que possamos pensar ser esta união de instrumentos, é um híbrido musical com todas as partes em perfeita consonância! – e daí terem construído um conceito novo, uma fórmula conceptual exclusiva deles.
Poderíamos pensar em Black Sabbath quando os ouvimos (que para além de serem os padrinhos do trash metal, tendo em conta terem sido os primeiros a criarem riffs de guitarra dentro deste género, também chegaram a usar instrumentos, que à partida, seriam incompatíveis com a dureza do todo instrumental, como a já citada flauta), e até muitas mais referências poderiam ser aqui referidas, pela complexidade estrutural dos temas, que nos remetem para várias facções da música, mas a verdade é que a intuição e a espontaneidade criativa, é que identificam a banda.
Com um som pesado e agressivo, de guitarras rápidas, ritmos fortes e a voz gutural do Valter, os Perfect Sin complementam-se com a flauta do Nuno, que acaba por ser o fio condutor e o rumo dos temas, numa lógica criativa completamente atípica. Durante a sua existência, passaram por duas remodelações, substituindo dois membros fundadores do grupo, tendo o Manel (Klinika) deixando o lugar do baixo vago para o Eurico, e o Daniel cedido a função de baterista ao Luizinho. Terminaram em 2001 com uma actuação impressionante no Art’Camacha, na qual, o vocalista num rasgo de atrevimento, manifestou-se com uma homenagem, no mínimo peculiar, à Camacha, exibindo a farda feminina do Grupo Folclórico.
Um visão aparentemente antagónica, mas que no fundo representou a conciliação dos universos divergentes (o novo e o velho) que constituem esta terra.





Os Perfect Sin reuniram-se em 2012, 11 anos depois de terem terminado, no concerto de homenagem ao amigo e baixista Sérgio Freitas ("Memories Out Of Night"), o qual contou com muitas bandas e músicos da Camacha. Foi um concerto memorável! 




Formação:Valter - Voz

Ferdinando - Guitarra solo
David Atouguia (Forgotten Roads) - Guitarra ritmo

Daniel - Bateria

Luizinho (Karnak SetiKlinika) - Bateria

Manel (Klinika) - Baixo
Eurico - Baixo
Nuno Abreu - Flauta




concerto de homenagem ao amigo e baixista Sérgio Freitas (MOON)