Em 1997 o Gabriel Freitas (Dead Tears, CRF, Rótulo Preto),
e o Pedro Abreu, ambos guitarristas virtuosos, foram convidados para participar
numa antologia de música da Madeira, um CD que incluía interpretações por
diversas bandas, ou agrupamentos, de temas populares madeirenses. Nesta
abordagem às raízes da música do arquipélago, os dois guitarristas fizeram uma recuperação
de uma música do Cândido Drummond de Vasconcelos (um compositor do séc. XIX que
se dedicou especialmente ao machete, braguinha), e uma versão instrumental
muito livre, e inovadora - recorrendo a sons atípicos, e poucos usuais nesta
vertente musical, como uma guitarra eléctrica -, sobre um tema icónico da
tradição musical madeirense. Esta colaboração mostrou uma visão evolutiva, e
inusitada, sem contudo desrespeitar a origem ou a essência das composições
originais, da música da nossa terra.
O Gabriel (CRF, Rótulo Preto) e a Feliciana começaram a tocar por acaso em festas
de aldeia, como as festas do Espírito Santo da Camacha, durante as quais, nas
tradicionais visitas a casas de amigos, quis a sorte que encontrassem uma
guitarra. Todo o ambiente festivo contagiante, e a coincidência da existência
de uma viola, foram o mote para começarem a tocar temas pop conhecidos de
todos. Apareceu assim a ideia de criaram uma banda, um duo musical sustentado
pelas composições do Gabriel, e pelas letras da Feliciana. Desta forma nasceram
os Dead Tears. Inicialmente começaram
por tocar covers de bandas como os All About Eve, e só depois é que começaram
por tocar temas originais. Estrearam-se no Art’Camacha 89 como o primeiro projecto
musical pop da Camacha com repertório totalmente composto por temas originais,
e continuaram a sua breve existência como banda tocando em festas informais de
amigos. Chegaram a tocar em arraias como a tradicional “Festa das raparigas”, ou
na "Festa de S.João". A última apresentação dos temas dos Dead Tears para o
público foi num programa da RTP Madeira, no qual a Feliciana representou
sozinha a banda.
Infelizmente não existe qualquer registo áudio, ou vídeo, deste projecto.
"Alicerçada numa amizade de longa distância, Lights of Nightmares é
o culminar da paixão, da devoção e desejos de dois artistas. Como
reflexo das suas experiências de vida destes, João Luis aborda Pedro com
o intuito de criar uma sinfonia de metal, com o propósito de atingir o
seu público, com o mesmo impacto que as suas influências musicais têm
ditado aquilo que é a paixão pela música e a forma como têm sedimentado
todo o processo criativo musical.
No início de 2011, João e Pedro encontram-se em Portugal e iniciam a construção deste projecto que mais tarde se chamaria Lights of Nightmares.
Pouco
tempo mais tarde, Fábio Nóbrega e André Franco juntam-se à banda
permitindo assim criar, ensaiar e gravar o primeiro álbum, com o mesmo
nome da banda "Lights of Nightmares", lançado de forma independente em
13 de janeiro de 2012 em Lisboa, Portugal. Em Março de 2012, Danilo
Mendonça junta-se á banda, deixando assim, pela 1a vez, a banda
completa.
"Lights of Nightmares" é uma banda de metal sinfónico na sua essência, contendo
elementos de bandas sonoras orquestrais e música eletrônica."
Ao ouvirmos Evelyn Glennie refletir sobre a percussão, e sobre a relação do músico e do ser humano com o instrumento e a música, descubrimos as infinitas possibilidades de expressão emocional através da melodia e da vibração! Sendo Glennie surda, é ainda mais impressionante a ligação que mantém com a música e a forma como explora os sons. É esta mesma vontade de explorar e experimentar fontes e formas sonoras que influencia e motiva o Danny na sua imparável e muito criativa procura de novas origens de sons percussivos. Em 2007, Danny procurou aliar a sua experiência enquanto músico autodidata ao seu ofício de serralheiro, resultando dessa combinação improvável várias possibilidades de criação de som e música através da manipulação de objetos, que poderiam eventualmente transformar-se em instrumentos musicais não convencionais. Começou, assim, por utilizar os mais variados utensílios − como peças de máquinas de lavar, barris de cerveja ou boias d’água − e por dar-lhes forma, aprimorando as suas qualidades harmónicas, ampliando as capacidades de extração sonora e melódica, metamorfoseando o que aparentemente seria lixo e sucata em instrumentos percussivos atípicos, únicos e inéditos! Foi deste modo que nasceu a bateria usada pela sua banda, os Forgotten Roads − que com o seu aspeto futurista, adequa-se visualmente, na perfeição, à música psicadélica do grupo −, e uma série de instrumentos (como a gigantesca antena parabólica, que deu origem ao majestoso e grandioso gongo, que emite sons megalómanos, colossais e surpreendentes) que compõem a sua fábrica. Tudo, desde tubos pvc, bocas de fogão, ou canas, objetos comuns do nosso quotidiano, são usados na experimentação e incessante descoberta sónica do Dani, que sendo mais do que um simples artesão, ou um músico convencional, é um experimentalista, um grande alquimista da música! Movendo-se num terreno de exploração de possibilidades acústicas e sonoras, o seu esforço afigura-se singular e louvável num contexto musical regional que, marcado pela tradição, sempre se revelou tendencialmente fechado, monolítico e pouco permeável a novas linguagens.
Ao gravar o vídeo da composição musical da Sara (“Memórias”), lembrei-me dos Pinhead Society nos anos 90, ou dos Tiny Masters of Today nos tempos de hoje, pela forma precoce como certas crianças despertam o seu talento inato para a música! Tendo-se iniciado nos meandros musicais em 2005, quando decidiu ingressar no Conservatório de Música da Madeira, a Sara cedo descobriu uma forte aptidão para a música (será dos ares da Camacha?!), e facilmente desenvolveu um certo espírito eclético, uma personalidade musical versátil que faz com que ela se movimente com um grande à vontade em universos tão antagónicos e díspares, como o meio académico do conservatório, onde tem uma formação mais convencional, e nas bandas rock da qual faz parte (Kick-Rock e Sub-Zero), a tocar sintetizador ou nas segundas vozes. Graças ao núcleo de música da Escola Básica 2º e 3º Ciclos Dr. Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior, e ao Humberto Pedras, estes meninos compositores, tornaram-se pequenos heróis rock, tocando rock de uma forma tão espontânea e divertida, muito naïf e simples, o que os torna muito descontraídos e genuínos. Esta música da Sara, que podemos ouvir aqui no Alternativa Camacha, é surpreendentemente muito bem estruturada, muito coesa conceptualmente, e que a própria Sara definiu como “um conjunto de memórias, e de coisas em que estava a pensar” durante o processo de composição. A Sara tem um enorme potencial musical, que com trabalho e estudo, irá certamente evoluir sempre, o que fará com que nos surpreenda cada vez mais com trabalhos de imensa qualidade! Temos artista!
O Graciano tem seguido um percurso ímpar na música, num contínuo processo evolutivo ascendente, que o catapultou desde as bandas de garagem na Camacha (onde ia buscar sonoridades mais pesadas e desgarradas, como o metal, com os Quantum Theory), passando depois por uma longa fase académica – onde se dedicou à música de uma forma mais erudita, ingressando no conservatório de música e na escola de jazz Hot Clube -, até à bossa nova, ou brasilian jazz, com os surpreendentes Yemmandala. Com uma forte influência de ambos os lados do Atlântico, os Yemmandala têm como referência nomes grandes da música, tanto de tendências brasileiras (Vinícius de Moraes, Chico Buarque; Tom Jobim, Rosa Passos ou Maria Betânia) como do jazz clássico (Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Charles Mingus, Carmen McRae, Chet Baker, Nina Simone ou Sarah Vaughan).
"Tudo começou na procura do nosso som… de uma quimera com inspiração na transparência das águas da Deusa do Mar – Yemanjá. A Música tecia a cor no som, a luz no tom, criando uma mandala que une essências e consciências… Com Yemmandala este sonho despertou.
O percurso dos Yemmandala teve início em 2007 com o encontro de duas vozes femininas: Mariana Zenha e Mercês Figueiredo, colegas de curso da Escola de Jazz Hot Clube de Portugal. Ambas partilhavam a mesma paixão inequívoca pelo Brasil e em especial pela sua música. Dos clássicos de grandes compositores como Tom Jobim, Chico Buarque e Edu Lobo, surgiu a inspiração que levou à criação de temas originais de forma inesperada. Este entusiasmo foi contagiando outros músicos e da sua união surgiu esta nova sonoridade. Com o balanço da percussão e bateria de Miguel Moreira, o pulsar do contrabaixo de Fiuza Duarte, a subtileza da guitarra de Graciano Caldeira e as expressivas melodias do clarinete e saxofone de João Roxo, Yemmandala apresenta-se em uníssono na forma, no gosto e na abordagem.
Os Yemmandala distinguem-se pelo som original, sendo notória uma forte influência transatlântica, nomeadamente nos ritmos brasileiros, transparecendo a riqueza da música popular brasileira, do samba, do baião e da bossa-nova, com as cores harmónicas do jazz. Este som reside na união entre as palavras, a composição e os arranjos dando voz à poesia de uma forma subtil, leve e colorida.
Actualmente, a originalidade da formação do grupo, a riqueza das suas músicas, a diversidade de influências e sobretudo o tom singular e quente das suas actuações tornam os Yemmandala num projecto distinto no panorama musical."
"Esta banda forma-se no início do verão de 2010 quando Diogo Canavezes, Daniel Lee, Roberto Sousa, Pedro Barreto e Tobias Rodrigues decidem juntar-se para realizar um projecto musical.Inicialmente com o nome de "Sick Skin" que mais tarde viria a mudar para "The Leech" com a saída do Baixista, Tobias. Sendo este o segundo nome para a banda, surgiu com o objectivo de criticar uma grande parte da sociedade que vive como uma sanguessuga (leech). A 27 de maio de 2011 Roberto Sousa sai da banda por motivos pessoais, ficando assim a banda com apenas 3 elementos por algum tempo. A mesma, a nível musical tem como objectivo fundir os seus gostos e influencias musicais para criar o seu "estilo", que é um Rock Alternativo, influenciado pelo Metal, Grunge, e o Rock dos anos 70 e 80."
Pedro Barreto
Formação: Pedro Barreto -Baterista
Daniel Lee -Vocalista/Guitarrista Canavezes - Guitarrista/Backing vocals Henrique Santos – Baixista
Com um aparente talento musical inato - herança, quiçá, de anteriores gerações com percurso marcado no rock, e de toda uma carga cultural de uma Camacha virada desde sempre para a música -, os FEED-BAND juntaram-se em 2011, no mesmo ano em que se estreiam no Art’Camacha, tornando-se assim na banda mais jovem que alguma vez pisou naquele palco! Composta por músicos muito prematuros nestas andanças - que apesar da tenra idade, têm já alguma experiência nesta área musical, com início de formação e alguma experiência como músicos noutros agrupamentos, ou escolas -, e orientados pelo Humberto Pedras (músico multi-instrumentista, com um currículo extenso, que vai desde os Encontros da Eira, até aos C'Azoada, tendo sido professor destes jovens músicos este ano lectivo), o Maurício Nóbrega na guitarra (que já toca bandolim desde Novembro de 2006), o Feliciano na segunda guitarra (que apesar de ter começado na bateria, cedo mudou para a guitarra, tendo passado pelos Encontros da Eira, e que chegou a tocar braguinha, e viola de arame, no grupo folclórico), o Diogo na bateria, o João no baixo (mas que já tocou também trombone de varas), e o André nas teclas (tendo também passado pela banda paroquial a tocar saxofone), são os ilustres jovens que compõem a banda rock mais pequena da Camacha, e são o futuro da música desta terra. É impressionante tanto o seu entusiasmo, como a sua força de vontade em aprender! Com influências que vão desde o Bryan Wilson até ao Justin Bibier, os FEED-BAND querem também demarcar o seu próprio espaço, e estilo, querendo desde já se fazerem ouvir! Todo o apoio é pouco para estes rockers pequeninos, mas de força e determinação de adulto. Venham vê-los, ouvi-los, e aplaudi-los este ano no Art’Camacha!
Formação: Joana Freitas - Voz Luísa Cardoso - Voz João Barbosa - Baixo Diogo Nóbrega - Guitarra Feliciano Ferreira - Guitarra Diogo Vieira - Bateria André Aguiar - Sintetizador
Em 2010, na Camacha, três músicos oriundos de duas bandas regionais (Extended e Beyond the Realm) decidiram juntar-se novamente num outro colectivo, formando mais um reforço poderoso na cena Death/Thrash Metal na Madeira. Os músicos chamam-se Pedro, Carlos e Duarte (que já traz no seu currículo bandas como Beyond the Realm, Céufonia, Banda Paroquial de São Lourenço, bem como uma experiência de percussão pouco comum com um grupo de fado), e a nova banda por eles criada chama-se FAIL. A eles juntou-se, após algumas audições, o vocalista Danny (Siamese Cancer).Os Fail enumeram muitas referências importantes, que os influenciaram no seu processo criativo, tais como Pantera, Obituary , Carcass, Emperor, Amon Amarth, Hypocrisy , Deicide, Meshuggah, Periphery, e tantas outras bandas de culto Metal, que no seu todo, representam a sua essência musical. Eis mais uma prova de que o talento na Camacha é inato, e que na Madeira existem bandas com uma qualidade inquestionável há espera de uma merecida oportunidade.
"Beneath the Flesh"
Formação:
Danny Saldanha - Voz Pedro Silva - Guitara Carlos Figueira - Baixo Duarte Salgado - Bateria
Se imaginarmos uma fusão entre a “New Wave of British Heavy Metal” (N.W.O.B.H.M.) e o hardcore punk, poderíamos obter um novo conceito musical, conhecido por thrash metal (que se define por ser uma das variantes do metal mais pesada, com ritmos agressivos e rápidos, nos quais recorrem frequentemente a bombos duplos na bateria - como no speed metal -, onde as vozes variam entre sons rasgados até vocal gutural, com baixos pujantes e marcantes a servirem de apoio instrumental a uma lírica de protesto, normalmente carregada de frases de ordem, de destruição e caos). Esta tendência musical tornou-se de tal forma abrangente, que a Madeira (onde existe um núcleo duro de fãs deste género) não lhe foi indiferente, e serviu de palco para o aparecimento de algumas bandas importantes com este tipo de som, como é o caso dos Karnak Seti, que representam, no momento, o marco maior deste estilo, sendo a banda regional com maior projeção a nível nacional. Os Karnak Seti iniciaram-se em 2001, e desde então, já passaram por algumas mudanças na sua formação, tendo inclusive, em 2008, recrutado para a bateria o Luís Barreto, exímio baterista auto-didacta, que começou por tocar em bandas com algum peso na Camacha, como os Perfect Sin e os Klinika. Foi já com o Luís na bateria que os Karnak Seti gravaram o seu álbum de estreia em 2009 “Scars of my Decay”.
"Comecei a acreditar no meu trabalho pelo menos há 5 anos (2005), num momento de reflexão séria sobre a vida, sobre sobrevivência constante. Não tinha planos e não pensei em projectos, tinha tempo, e fiz uso dele. Desenvolver um talento para não perder outros. Muito tempo dedicado ao lar e à família. Projectos eficazes e duradouros.Tenho tocado viola nos últimos anos. Comprei a minha 1ª guitarra ainda adolescente, no processo revolucionário do início dos anos 90, em que parecia que todos estavam tentando fazer algo novo. Todos estavam contagiados com a quantidade de novas sonoridades vindas dos EUA e do Reino Unido basicamente. Não fugi à regra, e tal como os meus colegas comecei a sentir intensamente o fôlego da vida. Fui à luta! O começo, o início: estar junto dos melhores na altura. Muita massa cinzenta, muitos perigos, e uma vida por viver… resultou! Porque aprendemos a não nos deixarmos surpreender pelo tempo… valeu pelo esforço e o espírito perigoso, pela aventura, e pelo desconhecido e conturbado mundo da música. Graças a esses tempos de aprendizado, às boas influências de alguns jovens artistas da minha geração, aprendi muito com elas."
Influências musicais:
"Na verdade, não conheço muita música actualmente, uso o que disponho no momento: vontade de tocar, passar bem os meus dias motivado, satisfeito pelo cansaço no fim do dia (feliz por estar ocupado, algo em que posso acreditar).Muita solidão, muitas vezes questiono porque trabalho, o que ganho com isso? Mais motivação para a própria existência, continuar."
Há quanto tempo toco?
"Já toco há muito tempo, sempre só e sempre em casa, algo meu! Não sentia a vontade para partilhar com os outros, era o meu refúgio nas horas de solidão. Embora simples e sem muito conhecimento teórico musical, apenas com algumas bases, expressava os meus sentimentos, acalmava-me ou tornava-me eufórico, muito activo… dependia. Tenho tocado mais nestes últimos 5 anos, mais maturo, mais firme, constante, seguro, capaz de suportar a crítica, a diferença de opinião, evitar o preconceito, a pequenez que todos nós temos, e todas as forças que tentam nos derrubar. Senti necessidade de me dedicar mais à guitarra ultimamente porque sentia-me só, e por uma questão de realização pessoal."
Que guitarras uso?
"Uma das bem baratinhas, para os tempos de escola. A minha primeira guitarra foi uma Maison vermelha e preta. O 1º amplificador só tinha 25 watts, mas fazia imenso barulho. Tinha sempre cuidado com as mãos, tentava não pegar em pesos, ou algo que pudesse impedir-me de tocar, para ter muita agilidade e força nos dedos."
Ambições?
"Ter uma banda! Seria bom tocar com outros elementos! Estar com amigos, rir muito, e tocar mais vezes ao vivo para as pessoas. Ir melhorando o equipamento à medida que haja progresso. Mais importante será tocar sempre enquanto viver."
Os Gente Louca foram um projecto fugaz, cujo objectivo principal, o de reunir uma banda essencialmente de covers para tocar num espaço fixo, acabou por não se concretizar. Dada a efemeridade do projecto, a banda tocou apenas uma única vez, no Art’Camacha 91, o que, apesar dos contratempos causados por questões técnicas, falhas de som do palco, não ofuscou o brilho do profissionalismo dos músicos que formavam o grupo. Membros de bandas pioneiras do pop/rock da Camacha (Incógnitos, Arte & Som, A Outra Banda e Poseidon), os Gente Louca juntavam todos os ingredientes necessários para um projecto duradouro e bem sucedido, que infelizmente, e ironicamente, não foi além do seu concerto de estreia, mas que foi o suficiente para marcar a memória dos camacheiros.
O grupo “Encontros da Eira” foi fundado a 21 de Março de 1997, está inserido na Associação Cultural Encontros da Eira, Entidade de Utilidade Pública, tem como objectivos investigar, recolher, preservar e divulgar a música tradicional madeirense. Nasceu na vila da Camacha, pela iniciativa de Jorge de Sousa e João Barreto. Os Encontros da Eira têm vindo a ganhar um lugar de destaque no panorama Cultural Madeirense/Português graças ao trabalho desenvolvido em prol da música tradicional. O grupo conta com centenas de concertos, várias deslocações ao estrangeiro, citações na Imprensa nacional e internacional (Revista FRoots, Blitzz, El País, etc), participações em programas de rádio e televisão. Os Encontros da Eira apostam numa sonoridade que engloba características de músicas do mundo e da música erudita, mantendo sempre uma forte ligação com a música tradicional madeirense. Do seu palmarés constam várias centenas de concertos realizados, alguns dos quais no Estrangeiro: Londres, Caracas, Paris, e outros em Portugal continental (Lisboa, Porto, Algarve, Alentejo, Ribatejo e Vila Real de Trás os Montes) e nos Açores, sendo os restantes na ilha da Madeira. Contam ainda com várias dezenas de participações em programas de tv e de rádio (locais, regionais nacionais e internacionais). Em Abril de 2008 participou no emblemático Festival Intercéltico (XVIIª edição) realizado na cidade do Porto tendo merecido aplaudidas críticas dos presentes no qual se inclui a comunicação social do Continente e da Madeira.
A Associação Cultural Encontros da Eira editou cinco CD’s, do grupo a ela afecto, todos com temas populares e/ou de tradição Madeirense.
Os discos têm como títulos genéricos:1º -"Retalhos de Tradição"; 2º- "Aquintrodia"; 3º-"Instrumentais d'Outrora”; 4º-“Meia Volta”; 5º-“Raízes do Povo” – CD de Recolhas.
Para além das edições próprias:
-Os Encontros da Eira participaram com 2 temas no CD de Antologia de Música Tradicional da Madeira.-A editora Vidisco, sedeada em Lisboa editou ainda o CD - “O Melhor dos Encontros da Eira. Estes trabalhos foram muito bem aceites pela crítica musical e pelo público em geral, sendo que milhares de cópias foram já vendidas e os três primeiros contam com várias reedições. Até à presente data já foram vendidos mais de três dezenas de milhar de unidades, constituindo recorde nacional neste tipo de música. "(…) A Música Tradicional da Madeira é representada em grande forma pelo grupo Encontros da Eira… mas não é apenas pela expressão dos números que este grupo conquistou um lugar de destaque na música de raiz tradicional portuguesa. A verdade é que os "Encontros da Eira" e a associação cultural que os envolvem, tem realizado um trabalho notável na divulgação de repertório tradicional da Madeira(…)". in http://www.at-tambur.com/
"Baile da Meia-volta"
"Senhora do Monte"
Contactos: Rua Aspirante Mota Freitas, nº 8 –R/C – D 9060-197 – FUNCHAL MADEIRA - PORTUGAL Telefone: +351 291 611 564; Fax: +351 611 563 e Telemóvel: + 351 91251052/4 E-mail: eira@mail.pt
O Metal - e subgéneros -, é uma das tendências musicais mais populares na Madeira, e o qual tem proporcionado, à cena musical da região, o maior número de fãs. Desde o thrash metal, até ao prog metal, os sons pesados dominaram a cena alternativa musical madeirense, a partir dos anos 90, com bandas como os Incógnita, Disaffected, Corrosão Caótica, e mais recentemente, os Karnak Seti (banda na qual o Luís (ex-Klinica e ex-Perfect Sin) ocupa o lugar de baterista). Na continuidade desta tradição metaleira, surgiram os PinPointing Madness, em Setembro de 2008, com um projecto que possui todos os maneirismos e estilos metálicos, variando a sua sonoridade entre o thrash metal (com uma tipica postura vocal agressiva, rouca, por vezes atingindo o tom gutural, com os riffs de guitarra velozes e pesados, e ritmos de bateria rápidos e marcantes), e o o metal progressivo (onde fundem o rock progressivo, com o heavy metal, desenhando estruturas conceptuais mais complexas, com várias partes ritmicas e solos de guitarra). Em certos momentos, os PinPointing Madness conseguem se distanciar dos convencionalismos que caracterizam o estilo musical que tocam, recorrendo a instrumentos atípicos, como o violino ("Symphony Of Destruction"), que serve como um elemento que vem conferir uma ambiência melódica mais acentuada (sem que o todo musical perca a pujança e a força ritmica e sónica). A banda mostrou-se ao público pela primeira vez no programa da RTP, "Irreverência", no dia 16 de Maio, e no dia 23 de Maio tiveram a sua estreia ao vivo no "123 Friends Bar", durante o evento "Garage Inc." perante uma plateia àvida de novidades no âmbito do metal. As suas influências estiveram presentes nas covers que fizeram, homenageando bandas como os Metallica ou os Megadeath. Este é apenas o início de uma banda talentosa e ambiciosa, que os poderá catapultar para voos mais altos, reservando-lhes, para já, um lugar de destaque no seio do metal madeirense.
Formação: J.J.Pupo - Voz Tiago "Bina" Caldeira - Guitarra Pedro Passos - Guitarra André Sá (The Leech) - Baixo Fábio Fernandes - Bateria
O Lino Ornelas iniciou-se como baterista em meados dos anos 80, em bandas de garagem que chegaram a ter um certo impacto no meio musical alternativo da Madeira, como os “Sucata” e “Monges do Tibet”. Numa região insular, onde a música encontrava grandes barreiras, que limitavam em muito a oferta e o mercado, tornando ainda mais difícil a uma banda crescer, estes grupos de garagem conseguiram, ainda assim, impor o seu nome e serem ouvidos. Porém, este foi apenas o início para um baterista em ascensão, pois, com um talento natural para a bateria e a percussão, o Lino entrou para os “A Outra Banda” (grupo de covers - que incluíam no seu repertório alguns temas originais -, que actuavam como banda de suporte do Café Relógio) e surpreendeu todos aqueles que o viram tocar no Art’ Camacha 88, com um solo de bateria extremamente virtuoso! Aqui demarca-se, inquestionavelmente, como um baterista de alto gabarito, versátil, e exímio, que usa as baquetas com grande destreza e perfeição. A partir daqui, seguiu-se um curso de bateria e percussão em Londres, na “Musician Academy”, durante dois anos. De regresso a Portugal, estabeleceu-se de “armas e bagagens” em Lisboa, fundando os “Porquinhos da Ilda”, tendo saído do projecto alguns anos depois, para formar, já na Madeira, os “Bluff”, com um dos actuais membros da banda regional "Cool Feel Band". Desta reunião nasceu uma demo (disponível nesta página). Desde os anos 90, até aos dias de hoje, o Lino deambulou por muitos outros agrupamentos, revelando a sua faceta camaleónica, pela capacidade de se adaptar, com perfeição, a diversas áreas musicais, desde a música tradicional até à pop ou ao rock. Passou por nomes como os “Puzzle” e os “Vinil”, estando neste momento a tocar com a banda do Casino da Madeira, “A Bandazinha”, e com os “C’Azoada”.