Mostrar mensagens com a etiqueta blog. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blog. Mostrar todas as mensagens

domingo, 10 de agosto de 2008

D-TUNED





*Galeria de imagens


"Um grupo de amigos que no período compreendido entre 1997 e 2000, marcaram a diferença no estagnado meio musical madeirense, com uma atitude agressiva, dentro do punk dos "Sex Pistols". A sua irreverência chegou ao ponto da criação de um estilo próprio denominado por "punk pimba" no célebre tema, "Camones".
Marcaram a sua estreia “oficial”, num concerto no “Idem Aspas”, na Camacha, e daí enveredaram num percurso que passou pelo “Amazónia Bar”, escola Francisco Franco e o Ant3na Rock 1999. O fim da banda em 2000 assinalou o surgimento de muitos outros projectos, de entre os quais, “Videoshop” e “Carol's Broken Cables”. "


Ricardo Andrade







Formação:

Bébio Amaro (Carol's Broken Cables, Yume, Lavimpa) - guitarra e voz
Ricardo Andrade (
Carol's Broken Cables, Yume, Sora Temple) - guitarra
Pedro Pestana - baixo
António Santa Clara - bateria

PERFECT SIN

Com uma durabilidade muito curta (2000 a 2001), os Perfect Sin existiram durante o tempo suficiente para marcar o rock da Camacha, pelas suas características únicas. Indefinível é a forma como consigo descrevê-los, visto serem uma banda que funde vários géneros musicais - desde o rock ao metal (nas suas múltiplas variantes, como o thrash metal ou o speed metal), incluindo elementos na música algo insólitos e incomuns, como a utilização de uma flauta que, ao contrário da incongruência que possamos pensar ser esta união de instrumentos, é um híbrido musical com todas as partes em perfeita consonância! – e daí terem construído um conceito novo, uma fórmula conceptual exclusiva deles.
Poderíamos pensar em Black Sabbath quando os ouvimos (que para além de serem os padrinhos do trash metal, tendo em conta terem sido os primeiros a criarem riffs de guitarra dentro deste género, também chegaram a usar instrumentos, que à partida, seriam incompatíveis com a dureza do todo instrumental, como a já citada flauta), e até muitas mais referências poderiam ser aqui referidas, pela complexidade estrutural dos temas, que nos remetem para várias facções da música, mas a verdade é que a intuição e a espontaneidade criativa, é que identificam a banda.
Com um som pesado e agressivo, de guitarras rápidas, ritmos fortes e a voz gutural do Valter, os Perfect Sin complementam-se com a flauta do Nuno, que acaba por ser o fio condutor e o rumo dos temas, numa lógica criativa completamente atípica. Durante a sua existência, passaram por duas remodelações, substituindo dois membros fundadores do grupo, tendo o Manel (Klinika) deixando o lugar do baixo vago para o Eurico, e o Daniel cedido a função de baterista ao Luizinho. Terminaram em 2001 com uma actuação impressionante no Art’Camacha, na qual, o vocalista num rasgo de atrevimento, manifestou-se com uma homenagem, no mínimo peculiar, à Camacha, exibindo a farda feminina do Grupo Folclórico.
Um visão aparentemente antagónica, mas que no fundo representou a conciliação dos universos divergentes (o novo e o velho) que constituem esta terra.





Os Perfect Sin reuniram-se em 2012, 11 anos depois de terem terminado, no concerto de homenagem ao amigo e baixista Sérgio Freitas ("Memories Out Of Night"), o qual contou com muitas bandas e músicos da Camacha. Foi um concerto memorável! 




Formação:Valter - Voz

Ferdinando - Guitarra solo
David Atouguia (Forgotten Roads) - Guitarra ritmo

Daniel - Bateria

Luizinho (Karnak SetiKlinika) - Bateria

Manel (Klinika) - Baixo
Eurico - Baixo
Nuno Abreu - Flauta




concerto de homenagem ao amigo e baixista Sérgio Freitas (MOON)




sábado, 9 de agosto de 2008

C'AZOADA



Myspace: www.myspace.com/cazoada



World music é a denominação mais fácil para designar a multiplicidade de géneros musicais tradicionais existentes por todo o mundo, uma miscelânea variada de estilos, culturas, etnias e épocas, todos enfiados no mesmo saco, apenas por uma questão de comodismo e facilitismo na descrição de uma tendência musical. World music é uma forma evasiva de se falar em música popular de um qualquer povo, por isso, não considero os C’azoada uma banda de World music, tanto mais porque não é música tradicional, no sentido estrito da palavra, que eles fazem, eles são muito mais do que isso: vão às raízes da música popular, reestruturam-na e redefinem-na conceptualmente, mantendo a essência da canção, mas conferindo-lhe uma nova dimensão estrutural. Este colectivo, com músicos de origens musicais díspares, fazem-se valer desta heterogeneidade, para inovar num todo coeso, de requinte interpretativo e criativo, facilitado pelo virtuosismo e profissionalismo dos elementos que a compõem. Nesta “azoada”, existem ecos de jazz, subtis melodias pop, uma estética tradicionalista, porém aculturada, vozes límpidas e versáteis, pianos melódicos e ritmos certeiros, adornados por flautas frágeis e violinos planantes numa lógica totalmente harmoniosa e – o que é louvável nestas coisas da interpretação de música tradicional – inovadora e evoluída… nova! Podem ser tradicionais na alma, mas são liberais no corpo. Já não se cantam estas músicas na Achada nos famosos jogos populares, como há 50 ou mais anos, já não se cavam os poios ao som destas melodias, nem brindamos com pé de cabra na tasca da esquina a cantá-las… não… agora fazemos parte de um todo global, uma fusão de géneros que transportam as enxadas e os piões para os palcos mundiais! De louvar esta extraordinária iniciativa dos C’azoada!




Ao vivo no Art'Camacha 2009:





*Um agradecimento especial ao Zé António por ter gravado os vídeos.

Formação:
Lino Ornelas - Bateria e Percussão
Elda Pedras - Acordeão; Instrumentos de corda Tradicionais Madeirenses
Juan Freitas – Piano
Teresa Leão - Violino / Bandolim
Bernardo Leal - Viola Baixo
Márcia Rodrigues - Flautas; Instrumentos de Corda Tradicionais
Humberto Pedras - Guitarra, Instrumentos de Corda Tradicionais Madeirenses
Sofia Gonçalves - Voz, Percussão



sexta-feira, 8 de agosto de 2008

DJ DA EIRA

"DJ da Eira, natural da Camacha, desde cedo demonstrou o seu interesse pela música. Todas as culturas, todas as étnias, todos os ritmos convergem no som muito singular do DJ da Eira: Funk, House, Deep House, Electro, Dance, Trance, são as armas escolhidas. O alvo... a pista de dança. A criatividade e o entusiasmo com que selecciona e exprime a sua música contagiam a pista e transformam todas as noites numa festa. Começou a fazer as primeiras experiências no ano 2000 em pequenos bares, festas de escola e festas de garagem. Tendo também participado no concurso Sapo DJ e no Antena 3 Dance. Cada vez mais envolvido na sua música como produtor, tem como futuros projectos misturar sons electrónicos com sons acústicos, utilizando instrumentos tradicionais. Aqui estão alguns dos seus temas mais antigos. Enjoy the Music........."
João Neves



CRISTIANA SOUSA

SITE: http://sousacristianas.wix.com/cristianasousa 







DAVID ATOUGUIA

Sinopse

"Todos nós estamos rodeados de cor, sendo esta a força que nos liga subconscientemente ao mundo e a tudo com o que interagimos.
A policromia tende para a libertação dos sentidos, sempre seguida pela significância do enigmático, pois para cada cor e dependendo da pessoa, do momento, da cultura e de toda uma variedade de vivências transporta um sentido pessoal e intransmissível.
O monocromatismo é por ventura mais objectivo, onde o valor da cor prende-se com um jogo de forças que implicitamente nos transportam, elevam ou amarram a um plano do qual nós nos queremos libertar."









2009

Sinopse


"A vida é por si só uma experiencia única, cheia de encontros e desencontros que nos fazem mover pelo labirinto sinuoso dentro da linearidade lógica inerente a mesma. Logo o Homem é por si só uma prova viva deste mesmo facto, consumando o fim do seu percurso vivencial com a morte. A morte é então o véu que nos solta as mais diversas questões relacionadas com as realidades inerentes sobre a continuidade e diversidade das novas experiências que daí advirão."

















KLINIKA

Klinika ao vivo no Art'Camacha 07


"Três amigos de longa data, Nélio, João e Manel, que sempre gostaram de ouvir e tentar tocar boa musica, lá se resolveram a fazer alguma coisa de jeito, depois de alguns anos a incomodar os vizinhos e a esfolar os dedos. Para isso convidaram um vocalista, que foi nada mais, nada menos, Justino (Justo) que nestas coisas é como peixe na água. E assim, no início de 1998, os KLINIKA começaram os ensaios e preparação de temas, todos originais, ideias novas e outras já com algum tempo, da época de “raves” até altas horas da madrugada. Estrearam-se em Agosto de 1998, no festival de Art’ Camacha, numa noite memorável, em que quase ninguém sabia o que ia sair dali, visto que era a primeira actuação em publico deste grupo que misturava um pouco de tudo para ter uma sonoridade característica; era uma fusão de rock, pop, grunge, metal, tecno, etc… No final o publico foi ainda “atordoado” com um tema improvisado na hora, com a participação de um trompete - João do Mêmo (Tchakare Kanyembe) -, um techno de quase 20 minutos, espectacular! Resumindo, foi uma noite diferente para os camacheiros, visitantes e também para os KLINIKA, que estavam nervosíssimos mas no final do concerto muito satisfeitos com a sua prestação e reacções em geral.
Seguiram-se vários concertos, em diversos locais, como: Bar Idem Aspas, Gastronomias de Machico, Câmara de Lobos, sitio do Rochão, feira do livro em Santa Cruz, vários festivais de Arte Camacha e outros na dita vila. Neste percurso mudaram de baterista, o João saiu para integrar outro projecto e para o seu lugar veio um jovem talento na arte das baquetas, o Luízito. Convidaram também na mesma altura para as teclas e acordeão, o Adriano, o que conferiu uma sonoridade mais variada aos KLINIKA. Tocaram juntos até o verão de 2001, altura em que a banda se separou pelos mais variados motivos, pessoais e profissionais. Em 2007 voltaram a se reunir, desta vez com o baterista original (João) e outro baixista, o Sérgio (CRF), para matar saudades do palco e se divertir um pouco, principalmente nos ensaios, na Casa do Povo da Camacha, eram quase sempre à noite e até às tantas, com muita cerveja à mistura, mas também com muito empenho e dedicação por parte dos elementos da banda. Este ano, 2008, não os vamos ver no palco do Arte Camacha, mas quem sabe para o próximo ano não voltaremos a ouvir as músicas dos KLINIKA. De referir que todos os elementos que fazem e fizeram parte dos KLINIKA, são originários da Camacha."
Nélio Gouveia
Klinika - "Reality Hurts"
Ensaio na Casa do Povo da Camacha em 2007







Formação: 

Justino - Voz
Nélio Gonçalves - Guitarra
Adrian Nóbrega Teixeira - Acordeão
João Santos - Bateria
Humberto Pedras (C'Azoada) - Baixo

Antigos membros:

Manuel - Baixo
Sérgio Freitas (CRF, Rótulo Preto) - Baixo
Luís Barreto (Karnak Seti, Perfect Sin) - Bateria

terça-feira, 5 de agosto de 2008

ARTE & SOM / DUARTE


ARTE & SOM


Nos finais dos anos 70 e inícios dos anos 80, a Camacha vivia a época do vinil, era uma terra musicalmente fechada, onde as novidades exteriores eram escassas, limitadas a programas de rádio e a algumas discotecas com uma oferta muito restrita. O Casimiro era o ex-libris da informação discográfica e, a bem ver, o mais importante factor impulsionador de um certo estilo de vida pós-moderno – cigarettes & alchool, casacos de napa (um certo sucedâneo do cabedal à Suzi Quatro), penteados “mod”, com o estratégico pente, sempre à mão, no bolso esquerdo traseiro das calças, e as Casal Boss e Zundaps estacionadas na “entrada da Cova” -, a par das bandas pop/rock que ajudavam a divulgar os êxitos musicais anglo saxónicos.
Neste contexto, paralelamente ao cansaço e morte do punk britânico e à ascensão da New Wave (e outros subgéneros, como o post-punk, o synth pop, ou electro pop), onde em Portugal o eco fez-se sentir em bandas como os Táxi, Heróis do Mar, Banda do Casaco, UHF, Salada de Fruta ou GNR, na Camacha surgiram os Arte & Som, o porta estandarte de várias gerações - que revolucionaram a música pop/rock Camachense e foram modelo para muitos putos que, mais tarde, quiseram ter as suas próprias bandas -, sendo que eles, mais do que uma banda de entretenimento, representavam a divulgação em primeira mão de estrelas mundias como Fischer Z ou Steve Miller Band. Existia mesmo a preocupação de trazerem os álbuns recém lançados no mercado, de Londres, que seriam posteriormente difundidas pela banda cool da camacha.
Eram os rapazes bonitos da vila, que tocavam instrumentos eléctricos, eram novidade e alegravam as festas e sobretudo hotéis. Os Arte & Som, uma das bandas pioneiras do Rock Camachense (influenciados pelos The Pop Kings e Eagles 3, o “big bang” pop na terra dos vimes), juntaram-se quando o Adriano “do Branquinho”, que tinha uma banda denominada “Help” juntamente com o João Carlos do Valentim e o Zé Manel do Porfírio, resolveu convidar o Jorge Valentim e o Egídio, que já andavam a ensaiar em jams descomprometidas em garagens. Os elementos encontraram-se e a química aconteceu, tendo a primeira actuação ocorrido em 1980. O Egídio na guitarra era o punho forte do projecto, direccionando o grupo como um fio condutor infalível, definindo-os como uma banda de covers, onde muitas vezes, as versões suplantavam os próprios originais (ultrapassaram o destino de muitas bandas londrinas que, apesar de originais, “eram one hit wonders”: apenas gozaram os seus 15 minutos de fama warholianos e desapareciam).
Mesmo optando por um repertório baseado em covers, ainda compuseram originais; um com a voz do Adriano a descrever, em formato rock português, a rotina do quotidiano, e outro tema, com a voz do António, num lamento romântico, quais Roxy Music ou Spandau Ballet, a chorar um platonismo, em género New Romantic. Eles fizeram jus à máxima universal do “Sex & Drugs & Rock’n’roll”, onde a vida boémia, a música e a diversão era o lema forte e regra da casa, mais do de um agrupamento rock eles eram uma celebração! Durante este período, uma das presenças nos ensaios, e que os apoiou muito, foi o professor Mário André, uma figura incontornável no nosso universo musical madeirense.
Em 1983, a convite do Adriano, juntou-se a eles o António como voz principal, dando uma maior liberdade ao Adriano para se dedicar ao sintetizador. Apesar desta mudança, uma outra mais radical verificou-se em 1985, dando inicio à 2ª fase da banda, onde o Adriano sai definitivamente do grupo cedendo o lugar das teclas ao Duarte, que a convite do Egídio, ingressou no colectivo, trazendo novas ideias. Oriundo dos “Cosmos”, o Duarte revelou-se um mago da electrónica, de cariz retro futurista, cuja versatilidade técnica e criativa permitiu à banda deambularam desde o Rock vintage dos Creedence Clearwater Revival até à electrónica dos Soft Cell.

Apesar do domínio e dos conhecimentos da cultura pop da época, eles eram sobretudo um grupo de amigos de cariz beatleniano, onde a amizade e a música eram o grande motivo para tocarem. Após alguns anos de estrada, o principal mentor da banda, o Egídio, decidiu que era altura de sair, em 1988, e o grupo entra numa fase de cansaço e desorientação, o qual nunca conseguiu ultrapassar e, como consequência, decidem terminar um ano depois, em 1989.
Chegaram a se juntar para uma única actuação no Arte Camacha em 1995, tendo sido esta a última vez que tocaram juntos em palco. O Duarte e o António mantêm ainda um projecto em conjunto, tocando em hotéis.







Tive o prazer de estar com os Arte & Som um destes dias e, para minha surpresa, continuam a se encontrar para tocar em acontecimentos informais, em grupos de amigos, mantendo sempre a mesma postura, o que me leva a concluir que, eles nunca acabaram de facto… eis o exemplo do que deveria ser uma banda!




Jam Session (2008)




Formação:

Adriano do "Branquinho" - Voz e Sintetizador
António - Voz
João Carlos Valentim - Guitarra
Jorge Valentim (
Incógnitos, The Pop Kings, Gente Louca) - Baixo
Egídio (
Eagles 3, Incógnitos, The Pop Kings) - Guitarra
Duarte - Sintetizador
José Manuel Porfírio - Bateria

*******************************************************************


PROJECTOS A SOLO:


DUARTE








*Anos depois do fim dos Arte & Som, em 2005, o teclista, Duarte, recebe o convite para compor música para uma passagem de modelos. O resultado foi quatro temas, que funcionam como um puzzle, que no seu todo formam a "Colours Symphony": uma peça musical inquebrável, que é uma junção de cores (Black, Brown, Red & Yellow), sustentada por mini sinfonias electro, em variações espectrais, como se o som tivesse cor, ou se a cor tivesse música! À boa maneira de uns Kraftwerk a reproduzirem electronicamente os sons urbanos e industriais, o Duarte compõe peças musicais caleidoscópicas, recorrendo à plasticidade dos sintetizadores analógicos, em muito devedora à electrónica alemã dos anos 70 e ao electro-pop britânico dos anos 80. Coincidentemente (ou não) esta sinfonia electrónica colorida apareceu no apogeu do electroclash, mas o mundo teima em não andar de olhos postos na Madeira! É pena, pois a genialidade musical está cá toda! Fantástico!



sábado, 2 de agosto de 2008

YUME

Nascida da reunião entre elementos dos D-Tuned, Carol’s Broken Cables e Sob Escuta, os Yume são o escape criativo de Delia de Ponte (vocalista e compositora principal da banda), que com o apoio dos músicos brilhantes que a acompanham, criaram uma pop-soul-branca delicodoce, algures entre a Joan Baez e a Aretha Franklin.
Quando se falam nas novas rainhas da pop, divas donas de vozes invejáveis, como a Adele, a Duffy ou a “new lady soul” Amy Winehouse, os Yume não destoariam nada neste universo canção, estando mesmo à altura das melhores ofertas deste género, onde a vocalista prova as suas capacidades extraordinárias de canto, com vozes a oscilarem entre graves e agudos, revelando um controlo vocal absoluto e um virtuosismo admirável!
O suporte instrumental, conceptualmente um equilíbrio perfeito entre a aspereza rock dos Carol’s Broken Cables e a pop melodiosa dos sob Escuta, é o cenário ideal para as ondulações cristalinas vocais de Delia de Ponte, que tanto domina toda a canção (como voz principal que dá alma ao corpo instrumental), como tanto aparece em voz de coro, a sustentar e a orientar a voz grave masculina, que isolada, ver-se-ia perdida sem a vertente feminina, delicada, qual ninfa, a “levar o marinheiro a bom porto”, como podemos ouvir em “Su”.
Surpreendente este projecto camacheiro, que aparece para reunificar um leque de bandas “irmãs”, que qual "boom do rock camacheiro", representou a fase mais prolífera da música pop/rock da Camacha. Delia de Ponte abandonou este projecto efémero, mas marcante, para tentar a sorte em Londres, e os restantes elementos voltaram às suas respectivas bandas.





Formação:
Ricardo Andrade (Carol's Broken Cables, D-Tuned, Sora Temple) - Guitarra
Ricardo Baptista (
Sob Escuta, Quantum Theory) - Bateria
Evandro Amaro (
Switch, Aboutowake, Carol's Broken Cables) - Baixo
Délia de Ponte - Voz
Bébio Amaro - (
Carol's Broken Cables, Lavimpa, D-Tuned) - 2ª Guitarra





WEIRD JAPANESE DRAWINGS

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

LINO-P








Ao ouvirmos Lino-P, tomamos logo consciência de um outro lado da Camacha: mais obscuro, mais urbano… mais real! Não é a Camacha de cartaz turístico, do folclore e dos vimes, aquela visão tão turística e apelativa ao olhar do visitante… não… é a vila urbanizada, e os subúrbios que a rodeiam, que tomou de assalto o epíteto “serrana” , que trocou a vertente campestre pelo progresso mais humanizado, com todas as consequências (boas e más) que essa transformação acarreta. Já não é o folclore que domina a fórmula retratista das vivências do povo, já não é a cultura e a tradição que dita a ordem do dia, é antes uma miscelânea multicultural, que se reverte em todas as manifestações da vida dos camacheiros… nesta aculturação, Lino-P faz-se socorrer de um tipo de discurso introduzido, o Rap (Rhythm and poetry) - no subgénero mais agressivo e descritivo do Hip Hop: o Gangsta Rap (termo originário dos anos 80, que servia para descrever, pelas camadas mais jovens, o estilo de vida violenta que os rodeia no dia-a-dia) -, para falar, de uma perspectiva muito particular, através de uma visão muito sua, da Camacha esquecida pelas elites e pelo turismo; menos risonha, mais negra e depressiva, uma realidade crua e nua, onde impera a opressão e o medo. Refere Da Weasel e Sam the Kid, domina uma linguagem de rua, espontânea, com rimas e estrutura métrica em perfeita consonância com a musicalidade dos temas, que quase aparece como pretexto para as histórias que narra. Este tipo de música urbana é o reflexo da evolução da nova Camacha, na sua vertente mais sombria e ignorada… uma voz interventiva a se fazer ouvir!! Mordaz… e genial! 
Lino Azevedo, mais conhecido por "Lino-P" (nome artístico). Compositor e cantor de música RAP desde o ano de 2002, com uma ampla projecção neste estilo musical na ilha. O percurso musical tem sido divulgado por vários eventos..., nomeadamente, através de concertos em diversas zonas da ilha, várias idas aos programas televisivos: "Irreverência e Noite de Estrelas", a "Antena3 Madeira, Art' Camacha e a RTP Madeira" tem contribuído grandemente para a promoção do seu trabalho. É o artista madeirense com mais temas a serem divulgados pela "Rádio Antena3 Madeira" (11 temas), e também autor e compositor da música dedicada ao grande "Cristiano Ronaldo" com o tema "CR9 (Orgulho Madeirense)", escrita e gravada no mês de Agosto de 2009.

LINO-P ( Live ACTS ):
- Art' Camacha (14 de Agosto, 2007) c/ "Alex"
- Casa-do-Povo "Camacha" (... de Setembro, 2007) c/ "Alex"
- Polivalente (... de Janeiro, 2008) c/ "Alex"
- Bar o Cego (21 de Março, 2008)
- Jardim Botânico (28 de Março, 2008) c/ "Alex"
- Bar-da-Cidade (14 de Julho, 2008)
- Bar-da-Cidade (19 de Julho, 2008)
- Art' Camacha (11 de Agosto, 2008)
- Irreverência (3 de Janeiro, 2009)
- Escola da Levada (16 de Janeiro, 2009)
- Club Sports (... de Março, 2009)
- C.C.C (4 de Abril, 2009) c/ "Rúben-C, R. Gouveia & M. Teixeira"
- Irreverência (17 de Abril, 2009) c/ "Rúben-C & M. Teixeira"
- Antena 3 on Tour "Calheta" (25 de Abril, 2009) c/ "Rúben-C"
- Art' Camacha (10 de Agosto, 2009)
- 9:13 "Porto Novo" (12 de Setembro, 2009)
- Comício PSD "Bairro da Nogueira" (5 de Outubro, 2009)
- Antena3 Big Party Halloween "Vespas" (31 de Outubro, 2009) c/ "Rúben-C"
- Jardim Municipal (6 de Dezembro, 2009) c/ os "EMPERIUM"
- Noite de Estrelas (15 de Janeiro, 2010)
- Irreverência (6 de Março, 2010)
- Centro Cívico "Caniçal" (7 de Março, 2010)
- Bar Afrikano (7 de Março, 2010)
- Bar-da-Cidade (20 de Março, 2010)
- Escola Jaime Moniz (25 de Março, 2010) c/ os "Negative Rule"
- Irreverência (5 de Junho, 2010) c/ "Dj Matryh"
- Escola do Estreito (25 de Junho, 2010)
- Summer Bomb "Ribeira Brava" (26 de Junho, 2010) c/ "Dj Azz"
- Centro de congressos da Madeira (24 de Julho, 2010) c/ os "EMPERIUM"
- Must Club "Machico" (7 de Agosto, 2010) c/ "Dj Azz"
- Hip Hop Bus! "2ª edição" (7 de Agosto, 2010)... "VENCEDOR!!!"
- Art' Camacha 2010 (9 de Agosto, 2010) c/ "Duarte, Laura, Carolina e os S.T.G"
NOTA:
-Incluindo duas presenças em 2 Concertos gravados em DVD.*Jardim Municipal do Funchal (dia 6 de Dezembro, 2009)* c/ os "EMPERIUM"*Centro de Congressos da Madeira (dia 24 de Julho, 2010)* c/ os "EMPERIUM"

*Art'Camacha 2009

No Art’Camacha 2009, o Lino-P surgiu em palco desferindo palavras de ordem, revelando o seu sentido de justiça e a sua verdade, com rimas afiadas, muito críticas, falando no plural, qual porta-voz incontestável, em nome do bairro onde vive. Munindo-se da música urbana, continuando os seus discursos em formato gangsta rap, ele mantém incólume a sua postura intervencionista, mantendo os fãs fiéis do passado, e conquistando, cada vez mais, um público maior. Ainda houve tempo para preencher um acapela com um improviso de bateria pelo Valério, baterista dos Negative Rule (que acabou por ser uma grande surpresa a forma como o MC e o baterista interagiram, com os ritmos crus e secos da bateria a ditarem o compasso e o andamento do discurso rap). Embora os seus discursos não sejam só factos generalizados inquestionáveis, mas também subjectivismos que podem dar azo a diálogos e espaço para opiniões divergentes – ou não vivêssemos nós numa democracia livre -, o Lino-P foi, sem sombra de dúvida, o "mestre de cerimónias” da noite rock do Art’Camacha, um entertainer versátil, de postura messiânica, na pele de um rapper eloquente e persuasivo, pouco moderado nas críticas e nada parco em palavras.










*ART' CAMACHA 2010


No Art’ Camacha 2010 o Lino P não veio só, apresentou-se na companhia de ilustres convidados, e “munido” de palavras de ordem, de julgamentos à realidade social que o rodeia. Duas bailarinas precoces (Laura & Carolina), ainda meninas, de grande virtuosismo e entusiasmo, e com um grande talento (apesar de estreantes nas andanças de palco), deram vida a um dos temas cantados pelo rapper. Outro estreante na música, um amigo rapper de tenra idade (Duarte), acompanhou o Lino P nas rimas afiadas, contestatárias, mostrando desde já não só a versatilidade com as palavras, como também uma postura intervencionista (nos temas "Bófias a Mais" e "Voz da Revolta (remix)"). O espectáculo teve o seu clímax quando um grupo de “breakdancers” (os "Spank The Granny - BreakDance Crew (S.T.G)") ilustrou os temas do Lino com o seu estilo de dança de rua, – o Breakdance é conhecido por ser um grande aliado do Hip Hop e variantes – que aqui, neste contexto musical, encaixou que nem uma luva! Grandes acrobatas e com um grande sentido rítmico, os bailarinos abrilhantaram o concerto, levando o público ao rubro! Para terminar em grande, não faltaram os MCs, que com seus sons vocais, acompanharam o Lino P nos seus discursos rap (sozinhos imitavam, com a boca, ritmos e sons de instrumentos, que dispensavam qualquer tipo de acompanhamento instrumental…. verdadeiros “homens orquestra”!). Uma surpresa enorme…. criaram-se assim grandes expectativas para o primeiro festival rock na Camacha: o Mountain Rock 2010!














terça-feira, 29 de julho de 2008

BÉBIO AMARO

"Desde criança que estou exposto ao mundo da banda desenhada: aprendi a ler com bandas desenhadas da Disney, lia bandas desenhadas da Marvel e DC durante os tempos de criança (não sei como foram parar a minha casa, mas já estavam lá desde que me lembro), e costumava ver anime durante as manhãs, quando era possível ver os canais de televisão das canárias (muitas vezes com recepção defeituosa). Desde 1991, quando vi os Cavaleiros do Zodíaco, que fiquei profundamente afectado pela cultura japonesa, e desde então a coisa nunca parou. Coleccionava tudo o que pudesse obter sobre manga, anime e videojogos, e procurava todas as oportunidades para aprender um pouco de japonês. Isso tornou-se possível quando me mudei para Lisboa, para estudar arquitectura na universidade. Na minha universidade, todos os anos vêm alunos japoneses participar no programa de intercâmbio AUSMIP (equivalente ao ERASMUS, mas relativo ao Japão). Assim sendo, desde há 8 anos que convivo regularmente com japoneses, e fui ao Japão em 2006, após ter sido seleccionado pela Embaixada do Japão para representar Portugal na European Youth Study Tour to Japan. Com muita perseverança, continuo a estudar Japonês (agora no nível intermédio) e obtive recentement uma bolsa de estudo para fazer uma tese de mestrado em Tóquio durante 2 anos, que começará no próximo ano. Após anos a fazer projectos inocentes de banda desenhada com os amigos, decidi que me sentia mais confortável no papel de ilustrador, do que de mangaka. O ritmo de produção de desenhos diminuiu bastante, mas eventualmente mais ilustrações hão de aparecer."













segunda-feira, 28 de julho de 2008

LAVIMPA

O percurso do projecto a solo denominado Lavimpa – um dos pseudónimos de Bébio Amaro: músico camaleónico, que se metamorfoseia em diversas facetas da música, expondo múltiplas personalidades e técnicas musicais distintas - pode ter começado em setembro de 1996, quando o seu irmão trouxe, pela primeira vez, uma guitarra acústica para casa (altura em que ambos ouviam música grunge e indie). Após as primeiras iniciativas auto-didactas, tocando uns primeiros acordes de temas como o “Dunas” dos GNR ou “Polly” dos Nirvana (o B-Á-BÁ da maior parte dos músicos pop/rock nas suas primeiras investidas interpretativas nos instrumentos), o Bébio traçou o seu próprio trajecto musical, revelando-se um músico tão prolífico quanto criativo, alternando-se por vários projectos como os Carol’s Broken Cables, Switch, Aboutowake (ex-Pôle) ou como músico de palco dos Northern Soundz (ex-Oxigene). Terá sido toda a experiencia acumulada neste seu percurso no universo da música, culminando num projecto nado-morto que se viria a se chamar Jenösha (um projecto no qual Bébio Amaro já tinha trabalhado uns temas, os quais, após serem repensados para o formato guitarra e voz, acabaram por ser a alternativa a uma impossibilidade de os então Pôle (Aboutowake) responderem a um convite para uma actuação numa antiga lavandaria, que se chamava "Lavimpa", transformada em galeria de arte temporária), que o novo conceito musical começou a tomar forma. Bom, enterram-se os mortos e cuida-se dos vivos, desta feita, Lavimpa acabou por nascer das cinzas do recém falecido Jenösha, com a benção de baptismo por parte da famigerada lavandaria… caso para dizer que males há que vêm por bem!


No quadro de todas as experiências musicais de Bébio Amaro, Lavimpa (um fã assumido de Steve Albini), acabou por ser o seu personagem cantautor, criador de canções melódicas, por vezes de guitarras acústicas rendilhadas, outras vezes discorrendo malhas de guitarra, ora sobre versos de amor fatalistas (como em "The Long Goodbye” , onde diz em forma de lamento: “change of hearts is the hardest thing to do”), ora de forma mais activista e interventiva (como em "The New Jerusalem"), sempre dentro do formato canção, apoiadas por percussões improvisadas, como palmas, tão subtis, que até parecem pedir desculpa por existirem. Sempre com um pé na folk e outro na pop, algures entre o Devendra Banhart e o Will Oldham, Lavimpa limpa-nos a alma com canções cristalinas e de uma profundeza lírica enorme, tão devedoras da herança do blues americano, na senda de uns Red House Painters, como inspiradas na pop britânica minimalista de uns Young Marble Giants ou em clássicos como Nick Drake. A ouvir este músico que um dia foi uma banda…!


quinta-feira, 24 de julho de 2008

CAROL'S BROKEN CABLES


Os Carol’s Broken Cables foram uma banda formada em 2000, após um convite do Ricardo (Sora Temple) ao Bébio, para ir a um ensaio da banda que ele tinha na altura, que se chamava D-Tuned. Com este convite ficou decretado o inicio da mais estranha combinação pop rock da Camacha - que só viria a ficar completa com o aparecimento da Carolina (Sora Temple) -, que se pautava por ser a fusão de duas guitarras com uma bateria (preterindo o som ritmico do baixo por outra guitarra, o que conferia uma maior elasticidade e liberdade em termos de composição, quebrando regras estereotipadas pelo rock vintage - à boa maneira de uns Velvet Underground nos anos 60 -, libertando-se de um ritmo marcante, tipicamente conferido pelo baixo, e apostando nas melodias bipolares de ambas as guitarras, que ora se entrelaçavam, ora disparavam em direcções opostas). Apostando forte neste conceito sónico e noisy, de um rock arty, muito a lembrar o underground Nova-iorquino de uns Sonic Youth, os Carol’s Broken Cables foram a grande surpresa do Ant3na Rock 2001, onde conseguiram conquistar o 3º lugar. Por esta altura tocaram também no Arte Camacha, tendo sido a grande novidade da noite, surpreendendo o público com um espectáculo enérgico e abrasivo, onde os elementos da banda dominaram o palco em pura simbiose com as descargas de energia que emanavam das guitarras, suportadas pelo som compacto e brutal da bateria (a contrastar com a figura aparentemente frágil da baterista, precoce, de 14 anos, que se estreava pela primeira vez em palco, impondo o seu estilo inconfundível, qual Maureen Tucker, a sustentar o ruído cru e desgarrado das guitarras do Bébio e do Ricardo). Em 2003 voltam concorrer ao Ant3na Rock, atingindo o 2º lugar na final. Feitas as experiências com a formação pouco convencional da banda, os elementos do grupo resolveram partir para uma mudança, que viria a se concretizar com a entrada de um baixo, convidando o Evandro Amaro (Aboutowake), fazendo assim as pazes com o rock típico da “santíssima trindade”: baixo, guitarra e bateria. Apesar da nova construção musical dos Carol’s Broken Cables, se calhar devedora a fórmulas conceptuais mais abrangentes, como o Britpop, a banda, com os seu espírito criativo inconformado, detinha sempre uma postura - ainda que mais subtilmente -, pendendo para o lado experimental do rock, se bem que mais controlado, fazendo uso de samples, expandindo, desta forma, o universo sónico das canções. Com esta nova sonoridade veio a confirmar-se que a entrada do Evandro foi uma mais valia para a re-definição do som da banda, acabando por conferir um maior equilibrio no seio do grupo e uma maior expansão criativa.







"Reveal"

"Shattered glass doll"

"Sue"
Entrevista (Programa "Splash", RTP Madeira, 2003)
Formação:
Bébio Amaro (Lavimpa, Yume, D-Tuned) - baixo e voz
Evandro Amaro (
Aboutowake, Yume) - guitarra, voz e percursão
Ricardo Andrade (
Sora Temple, Yume, D-tuned) - guitarra e sampling
Carolina Andrade (
Sora Temple) - bateria

domingo, 20 de julho de 2008

SORA TEMPLE










Os Sora Temple são um colectivo maioritariamente feminino no qual – que me perdoem a vertente masculina -, elas demonstram que quem veste as calças na banda são elas. Fazem uma "pop musculada" ou um "rock suave melódico" (uma sonoridade intermédia entre dois planos distintos, que plana sobre estes dois universos antagónicos da pop e do rock; sem serem incongruentes, fundem ambos os estilos, descambando numa lógica conceptual, que acaba por ser a sua definição musical). Existem todos os elementos rock da escola de Iggy Pop, mas ao ouvirmos atentamente, encontramos mais elementos a fazer lembrar, por exemplo, umas Riot Grrrls (Bikini Kill, Bratmobile, etc): rock descarnado, directo e simples, com guitarras e baterias rápidas (a carolina (Carol's Broken Cables) na bateria é muito coesa e orgânica, onde os breaks são uma continuidade do ritmo, sendo um suporte muito forte para o todo instrumental) porém com uma sensibilidade sonora, onde as guitarras ganham muito pela subtileza e pela melodia. Ao juntarmos a tudo isto, temos a vertente lírica que, com um rasgo de atrevimento, não se coíbem de cantar os desvarios de uma porno star ou de uma street maniac, de uma perspectiva que nunca seria escrita por um homem. Se imaginarmos que, num contexto global, a Patti Smith ou a Janis Joplin abriram o caminho às mulheres no rock, que até à data (anos 70), era um universo exclusivamente misógino e masculino, num contexto mais regional, no caso específico da Camacha, os Sora Temple foram a primeira banda liderada por senhoras que, quais Delta 5, ou até mesmo uma PJ Harvey, de sapatos de salto alto e guitarra em punho, ditaram as regras da casa e reservaram, para sempre, um lugar para as raparigas nos palcos desta terra.


 



                                

"Memories out of night" - concerto de homenagem a Sérgio Freitas (2012)



"Memories out of night" - concerto de homenagem a Sérgio Freitas (2012)



Formação:
Ana Mendonça - Voz
Rafaela Botta - Guitarra, 2ª voz
Carolina Andrade (Carol's Broken Cables) - Bateria
Joaquim Batista - Baixo
Ricardo Andrade (Carol's Broken Cables, Yume, D-Tuned) - Guitarra

Única actuação Camacha 2003. Em 2012 voltaram a reunir-se no concerto de homenagem a Sérgio Freitas.